Virtualidade

Realidade virtual está sendo usada para aliviar dores de pacientes

A realidade virtual (VR) é muito mais do que apenas uma nova forma de entretenimento. Ela pode ser aplicada em diversas áreas e para diferentes fins. E uma de suas utilizações mais interessantes é, sem dúvida, na área da saúde para tratamento de pacientes.

Empresas e hospitais estão adotando a VR em tratamentos para diminuir dores, fobias e ansiedade. A tecnologia já foi implementada em alguns centros médicos nos Estados Unidos. Além disso, tem se mostrado eficaz para:

  1. acalmar o sistema nervoso;
  2. limitar o processamento da dor; e
  3. transformar a experiência dos pacientes.

Aliviando dores

Em síntese, á evidências científicas de que a VR pode ajudar a aliviar a dor. Um estudo publicado na American Psychological Association demonstrou que a distração gerada pela imersão do usuário em VR é eficaz na redução da dor e poderá ser aproveitada como opção de tratamento promissor para pacientes.

Embora ainda sejam necessárias mais pesquisas sobre a aplicação da VR a dores crônicas, os pesquisadores apontam que a distração da virtualidade é uma intervenção de dor altamente eficaz.

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Só para ilustrar: a distração gerada pela VR pode aliviar a dor (Crédito: Shutterstock)

Atividade cerebral e VR

Outro estudo publicado no National Center for Biotechnology Information (NCBI) concluiu, a partir da técnica de imagem por ressonância magnética funcional (fMRI), que as partes do cérebro ligadas à dor são menos ativas quando um paciente está imerso na VR.

Durante a pesquisa, a atividade cerebral relacionada à dor foi medida para cada participante em condições de virtualidade e sem virtualidade (ordem aleatória).

Em síntese, a VR reduziu significativamente a atividade cerebral relacionada à dor em todas as cinco regiões de interesse:

  1. córtex cingulado anterior;
  2. córtex somatossensorial primário;
  3. córtex somatossensorial secundário;
  4. ínsula; e
  5. tálamo.

Trocando curativos com VR

Em alguns casos, a VR pode até ajudar as pessoas a tolerar procedimentos médicos normalmente dolosos.

Pacientes com feridas crônicas experimentam muita dor durante as mudanças de curativo. Atualmente, os médicos utilizam principalmente analgésicos e materiais de curativos adequados para aliviar a dor durante as modificações de feridas crônicas, mas nem sempre são eficazes.

Um estudo divulgado na Science Direct sugeriu que a distração da VR pode aliviar significativamente as dores de pacientes durante as mudanças de curativos, além de reduzir o tempo para trocar as ataduras.

No estudo, o uso da VR como uma ferramenta de distração em uma enfermaria pediátrica proporcionou redução de dor superior a crianças em comparação com o procedimento padrão (sem VR).

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Em síntese, a realidade virtual irá substituir os analgésicos no futuro? (Crédito: Shutterstock)

Terapia de pacientes com VR

Por fim, os amputados também irão se beneficiar da terapia VR. Em resumo, a amputação pode trazer uma variedade de efeitos colaterais não intencionais. E isso incluindo a sensação dolorosa relacionada a um membro que já não existe, o que é conhecido como phantom limb pain (PLP).

Um tratamento promissor para o PLP é a chamada terapia espelhada. Em resumo, ela usa o reflexo de um membro intacto se movendo em um espelho para criar a ilusão do membro amputado sendo restaurado.

Em estudo publicado na Wiley Online Library, um grupo de pesquisadores conduziu a técnica combinada com a VR. Só para ilustrar: durante a pesquisa, pacientes colocaram headsets. E, então, controlaram uma versão virtual do membro inexistente, lidando melhor com a “dor fantasma”.

Como é possível perceber, a VR é muito mais do que entretenimento. Embora a abordagem para aliviar a dor ainda seja nova e necessite aprimoramentos, tudo indica que as aplicações com realidade virtual poderão revolucionar os cuidados médicos como os conhecemos.

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Redação

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