Sustentabilidade

Tóquio poderá abrigar o edifício de madeira mais alto do mundo

A empresa japonesa Sumitomo Forestry revelou planos para construir, em Tóquio, o edifício de madeira mais alto do mundo. Denominado W350, o ambicioso arranha-céu terá 70 andares, 350 metros de altura e custará aproximadamente 600 bilhões de ienes (US$ 5,6 bilhões).

A estrutura da torre será híbrida (90% de madeira especialmente processada e 10% de aço). O aço será usado principalmente para desenvolver a engenharia anti-sísmica do edifício. A finalidade é garantir que o arranha-céu possa resistir aos terremotos relativamente frequentes do Japão.

O governo japonês tem feito para incentivar o uso de madeira em prédios públicos. Em 2010, o país aprovou o Act for Promotion of Use of Wood in Public Buildings, exigindo que todos os edifícios com até três andares sejam construídos com madeira. E o novo projeto vai ao encontro desses esforços.

tóquio 01
O arranha-céu será construído em Tóquio (Crédito: Sumitomo Forestry)

O edifício de madeira mais alto do mundo

O arranha-céu abrigará apartamentos, escritórios e hotéis. As varandas serão repletas de folhagens e fornecerão aos moradores e visitantes uma “visão da biodiversidade em um ambiente urbano”. Já o interior será composto de madeira pura. A ideia é produzir um espaço calmo para emanar “o calor e a gentileza da madeira”.

Conforme estimativas, a obra envolverá um custo total de 600 bilhões de ienes (US$ 5,6 bilhões). Isso equivale ao dobro de um prédio convencional em Tóquio. Contudo, a empresa Sumitomo Forestry está confiante de que os avanços tecnológicos nas próximas duas décadas reduzirão os custos envolvidos.

tóquio 02
Só para ilustrar: a estrutura abrigará apartamentos, escritórios e hotéis (Crédito: Sumitomo Forestry)

Madeira laminada cruzada

Ainda não foi revelado qual será o tipo de material empregado na construção. Mas a Sumitomo Forestry provavelmente utilizará madeira laminada cruzada. Popularmente chamado de CLT (do inglês, cross laminated timber), esse material é composto de muitas folhas de madeiras coladas e comprimidas.

Para produzir a CLT, os fabricantes alinham placas de madeiras em camadas perpendiculares, colando-as como se fossem “sanduíches gigantes” antes de deslizar os painéis resultantes para secar. O resultado final é uma prancha mais robusta que o aço e extremamente resistente ao fogo.

tóquio 03
Em síntese, o arranha-céu deverá ser concluído somente em 2041 (Crédito: Sumitomo Forestry)

Um dos grandes benefícios de utilizar madeira na construção de edifícios diz respeito à redução das emissões globais de dióxido de carbono (C02). Enquanto a produção de materiais como aço e concreto respondem por 16% das emissões em todo o mundo, a madeira poderia reduzi-las em até 31%.

Embora custe aproximadamente o mesmo que o concreto e o aço, a madeira é bem mais leve. Com isso, os construtores podem movê-la mais rapidamente e pelo mesmo custo. O transporte não apenas se torna mais fácil, como requer menos combustíveis fósseis, reduzindo ainda mais as emissões de C02.

tóquio 04
Em resumo, a obra envolverá um custo total de 600 bilhões de ienes (Crédito: Sumitomo Forestry)

Tóquio em 2041

Apesar dos planos ambiciosos da Sumitomo Forestry, o arranha-céu deverá ser concluído somente em 2041, ano em que será celebrado o 350º aniversário da empresa. A menos que outro projeto tão ousado seja divulgado antes disso, W350 provavelmente se tornará a estrutura de madeira mais alta do mundo.

ASSINE NOSSA NEWSLETTER SEMANAL

Redação

Futuro Exponencial é um site que se dedica a cobrir os mais recentes avanços tecnológicos e seus potenciais impactos para o futuro da humanidade

ARTIGOS RELACIONADOS

Comentários no Facebook