Educação

4 tendências em tecnologias educacionais para 2018

As tecnologias educacionais não são algo novo em nossa sociedade. Elas já está presentes em grande parte das escolas, desde os tradicionais laboratórios de informática até o uso de tablets em sala de aula. Contudo, a época  acelerada que vivemos está exigindo uma atualização nos processos de aprendizagem.

Em um mundo volátil, incerto, complexo e ambíguo (VUCA) como o nosso, difícil é imaginar como estará o mercado de trabalho daqui 10, 20 ou 30 anos. Há, sem dúvida, diversas visões a respeito do futuro do trabalho, sendo algumas amplamente noticiadas, desde perspectivas pessimistas até mais otimistas.

No entanto, é inegável que o mercado de trabalho está altamente competitivo, e uma das maneiras de preparar nossos jovens para o amanhã – tanto no campo pessoal quanto profissional – é investindo em educação. Mais precisamente: investir em novas ferramentas e tecnologias educacionais.

Pensando nisso, a Redação do Futuro Exponencial reuniu hoje 4 tendências em tecnologias educacionais que devem ganhar força no ano de 2018. Confira a seguir um pouco mais sobre cada uma delas:

1. Edutainment

Edutainment é a união entre educação (education) e entretenimento (entertainment). Embora o uso de recursos de entretenimento na educação não seja novo, a metodologia vem ganhando espaço mundo afora, aliando a pedagogia aos jogos, filmes e seriados, com o objetivo de motivar e engajar os estudantes.

Mais do que atrair e prender a atenção dos alunos, a edutainment se destina a reduzir um dos grandes problemas enfrentados pelas instituições educacionais: a evasão escolar. Faltas esporádicas passam a ser semanais até o ponto do total abandono, que, na maioria das vezes, decorre da falta de interesse em aprender.

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Edutainment é a união entre educação e entretenimento (Crédito: Shutterstock)

Segundo Antônio Valério Netto, cofundador e diretor de educação e tecnologia da XBot, uma das principais vantagens do edutainment é tornar o professor um designer de planos de aulas (e não um mero conteudista), ajudando a converter as aulas enfadonhas em algo agradável e criativo.

Estudar pode, sim, ser uma experiência mais divertida e menos “chata”. Existe hoje uma abertura para explorar o lado divertido do conhecimento. A utilização de jogos, filmes, seriados, realidade virtual e simulações são alternativas para tornar a experiência de aprendizagem mais atrativa e inesquecível.

2. Armazenamento em nuvem

Embora muitas pessoas já utilizem diariamente os serviços de armazenamento em nuvem, a tendência está agora chegando às escolas. Uma das principais vantagens da tecnologia é salvar os materiais de aprendizado para depois acessá-los em qualquer lugar e de qualquer dispositivo conectado à Internet.

Com o armazenamento em nuvem, os alunos podem iniciar um trabalho na escola e terminá-lo em casa (ou mesmo o inverso). Com o Google Drive, por exemplo, os estudantes podem armazenar documentos, apresentações e planilhas, sendo capazes de consultar os materiais a qualquer momento.

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O armazenamento em nuvem está agora chegando às escolas (Crédito: Shutterstock)

Especialistas acreditam que as escolas passarão intensificar a quantidade e qualidade das atividades na Internet. Com a implementação de serviços cloud storage nas instituições de ensino, rotinas tradicionalmente feitas no mundo físico, como tarefas de casa e simulados, poderiam ser convertidas em atividades digitais.

3. Microlearning

Estamos vivendo uma época hiperacelerada, na qual somos expostos a uma quantidade imensa de conteúdos todos os dias. Nossos sentidos recebem mais informação do que conseguimos processar com nossas mentes. Por essa razão, é necessário filtrar quais conteúdos devem receber nossa atenção.

Diante dessa realidade, muitas escolas e instituições educacionais têm adotado o microlearning, uma técnica que viabiliza os processos de aprendizagem em doses menores, exigindo dos alunos menos tempo e menos esforço em sua realização, e facilitando o processo de assimilação dos conteúdos.

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O microlearning viabiliza os processos de aprendizagem em doses menores (Crédito: Shutterstock)

Ao contrário do que se poderia pensar, as atividades educacionais baseadas em microlearning não oferecem menos conteúdo. As informações são as mesmas, sendo mantida a complexidade. O que muda, na verdade, é a forma de se apresentar as matérias por meio de atividades mais curtas, focadas e objetivas.

Um estudo divulgado pela empresa Bersin revelou que a maioria das pessoas desbloqueia seus smartphones até nove vezes por hora e não assiste a vídeos com mais de 4 minutos. A estratégia de fatiar o conteúdo em porções menores (pílulas de aprendizagem) faz sentido na era acelerada em que vivemos.

4. Realidade virtual e aumentada

A realidade virtual e a realidade aumentada estão inseridas no mercado há bastante tempo, mas só recentemente os desenvolvedores começaram a perceber seu potencial no âmbito da educação, de modo a tornar as experiências de aprendizagem mais envolventes, inspiradoras e transformadoras.

A virtualidade envia mensagens poderosas, transformando a mentalidade dos alunos e os capacitando para resolver grandes desafios. Com as novas tecnologias, os estudantes podem aprender de forma rápida e interativa, viajar ao passado, explorar o o universo, visitar museus e conhecer diferentes países.

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Com realidade virtual e aumentada, os estudantes podem aprender de forma rápida e interativa (Crédito: Shutterstock)

Ferramentas como o Google Expeditions permitem aos alunos explorar o mundo sem sair da sala de aula, por meio de visitas de campo virtuais. Os professores se transformam em verdadeiros “guias”, levando seus alunos para qualquer lugar do mundo, por meio de viagens altamente imersivas.

Com o aplicativo Human Anatomy Atlas, os estudantes aprendem sobre o corpo humano, incluindo os principais sistemas de órgãos, a estrutura do esqueleto e composição muscular, em realidade aumentada. O app inclui um questionário de mais de 1.000 perguntas para testar os conhecimentos dos alunos.

Investindo em tecnologias educacionais

Com vistas a preparar os jovens para o mercado de trabalho, as escolas precisam inovar, investindo em tecnologias educacionais e buscando formas de tornar as aulas mais divertidas e estimulantes. A revolução tecnológica que estamos presenciando está exigindo, de igual modo, uma revolução no campo educacional.

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Redação

Futuro Exponencial é um site que se dedica a cobrir os mais recentes avanços tecnológicos e seus potenciais impactos para o futuro da humanidade

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