Ciência

Startup arrecada US$ 40 milhões para construir “catapulta espacial”

SpinLaunch, que divulgou intenções de construir uma “catapulta espacial”, acaba de arrecadar US$ 40 milhões para continuar desenvolvendo a tecnologia. De acordo com a startup, a máquina poderá lançar cargas úteis no espaço a velocidades hipersônicas. E, com isso, mudar a maneira como os satélites entram em órbita.

A startup anunciou nesta semana que conseguiu US$ 35 milhões em um rodada Série A, na qual participaram investidores como Airbus Ventures, GV (anteriormente Google Ventures) e Kleiner Perkins, logo após outro grupo de investidores já ter contribuído com US$ 5 milhões.

A SpinLaunch tem potencial de ser altamente disruptiva no lançamento de cargas pequenas e médias. – Shaun Maguire (Sócio da GV)

Desde 2014, quando foi secretamente fundada, a SpinLaunch estava buscando investidores. A startup revelou recentemente que ao menos US$ 30 milhões seriam necessários à construção do maquinário. Os US$ 40 milhões agora arrecadados devem ser mais do que suficientes para viabilizar a iniciativa.

Lançando cargas úteis com catapulta espacial

Os planos da SpinLaunch são ambiciosos, mas ainda permanecem misteriosos. A startup concedeu pouquíssimas entrevistas nas grandes mídias desde sua fundação. Do pouco que se sabe, os planos envolveriam a construção de centrífugas capazes de girar em alta velocidade no interior de um vácuo.

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A startup mudar a maneira como os satélites entram em órbita (Crédito: Shutterstock)

O impulso gerado no vácuo seria, então, transferido a uma “catapulta espacial”, fornecendo a energia necessária para lançar cargas úteis ao espaço, a uma velocidade de até 4.800 quilômetros por hora. O método, chamado de “aceleração rotacional”, pretende substituir os impulsionadores de foguetes.

A abordagem econômica da SpinLaunch permitirá a expansão de constelações de telecomunicações baseadas no espaço de uma maneira que nunca foi possível antes. – Shaun Maguire (Sócio da GV)

Hoje, mesmo impulsionadores reutilizáveis requerem combustível e manutenção contínua. Portanto, com a tecnologia, a SpinLaunch espera reduzir os custos dos lançamentos de satélites em ao menos US$ 500 mil. (Os custos atuais giram em torno de US$ 5 milhões até US$ 100 milhões por lançamento.)

Em suma, os representantes da SpinLaunch estão planejando realizar o primeiro lançamento em 2022. A startup ainda não escolheu o local do lançamento e está considerando quatro estados norte-americanos diferentes. Mas será mesmo possível que cargas sejam lançadas em órbita por meio de “catapultas espaciais”?

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Redação

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