Negócios

O que seremos no futuro?

O fim do mundo que conhecemos esta próximo. A Quarta Revolução Industrial marca o começo de uma sequência de eventos que mudarão nossa forma de viver e trabalhar. Disso você já sabe. Todos os dias somos inundados por notícias da revolução tecnológica que cobre o mundo em velocidade acelerada, acima de qualquer coisa já vista ou imaginada pelo homem. Muitos são os questionamentos, entre eles, um dos mais frequentes tem sido: como será a carreira no futuro?

A carreira do futuro

Antes de tudo, carreira é diferente de emprego, é nossa história profissional, inserida na nossa vida como um dos capítulos mais importantes da jornada. Eu diria que é o grande laboratório de desenvolvimento e, porque não, o grande palco onde revelamos nossa capacidade e a colocamos a serviço do mundo.

Acreditamos na forma como construímos nossa vida e nossa jornada profissional até agora, e não há nada de errado com isto. Criticar o que existe não nos ajuda a mudar o status quo ou a construir algo melhor.

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A carreira é o grande laboratório de desenvolvimento (Crédito: Shutterstock)

Podemos honrar o que existiu e, daqui para frente, aceitar ser tão disruptivos quanto os novos empreendedores, os negócios digitais, as startups, que vêm sendo protagonistas de projetos incríveis pelo mundo. Ou, como opção, nos acomodar no que conhecemos e talvez ficar sem um lugar no mercado de trabalho futuro.

Segundo os futuristas como Ray Kurzweil, há três novas eras se aproximando, e elas tendem a promover mudanças ainda mais significativas para a raça humana. GNR: Genética, Nanotecnologia e Robótica.

Os três grandes grupos de profissionais

Mais do que inovar, os negócios do mundo precisam se reinventar, e o mercado futuro precisa de profissionais com um novo modelo mental e novas habilidades.

Tendo a acreditar, e é claro que esta é uma opinião intuitiva e minha apenas, de que teremos 3 grandes grupos de profissionais na próxima década:  líderes, empreendedores e free workers.

1) Líderes (e influenciadores)

Pessoas que andam à frente, que arriscam, que chamam, que inovam, criam o novo, desafiam o status quo, mas principalmente navegam apaixonadamente pelos projetos do novo mundo. Comandam negócios, equipes, pares de mercado, forma redes, e discursam para envolver cada vez mais gente na mudança do planeta. 

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Líderes comandam negócios, equipes e formam redes (Crédito: Shutterstock)

2) Empreendedores

Pessoas que caminham na frente, que lançam novas ideias, que fazem as coisas de um novo jeito, e que formam um novo ecossistema regado a ousadia e disruptura. Heróis que dedicam seu tempo ao fracasso para tentar sucesso em prol da comunidade da qual fazem parte.

Há ainda os intra empreendedores, que, alocados em empresas, comportam-se como donos de negócio, owners de projetos, atores e protagonistas de feitos memoráveis.

3) Free workers

Trabalhadores livres, sem rótulo, com muitas habilidades e nenhuma caixa limitadora ou sobrenome corporativo, estudantes do mundo, da vida, de boas escolas ou de médias formações mas capazes de transformar o nada em algo relevante para a raça humana.

Estes serão a maior população do futuro. Micro “ organismos” que farão o trabalho acontecer.

E os atuais empregados, como ficarão?

Tendem a deixar de existir em alguns anos. O formato e a relação entre empresas e colaboradores não atendem mais as demandas do mundo, e além disso, oferecem garantias que não se sustentam mais daqui para frente.

Esta força de trabalho deverá ser substituída pelo staff sob demanda, por equipes “lego” e grupos diversificados conectados temporariamente.

Novos profissionais já estão dados pelo planeta, são capazes de abraçar a liberdade com responsabilidade e o trabalho com paixão. Não pertencem a um só grupo, um só mercado ou a silos de especialização. São globais e perambulam pelo globo terrestre espalhando ideias e esforços coletivos.

Seremos generalistas ou especialistas? Depende! (e adoro este termo!!! ) Talvez ambos. Talvez predominantemente generalistas e mutáveis. Saber especificamente sobre um só assunto se tornou limitante e perigoso.

A especialização e a departamentalização dividiram o ser humano em grupos segregados pouco eficazes, pobres em interação e em soluções eficazes. 

E você: como pensa em se qualificar para este novo mundo?

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Seremos generalistas ou especialistas? (Crédito: Shutterstock)

Não existe caminho pronto ou padrão, mas talvez algumas dicas poderão ajudar você nesta jornada:

  1. Continue fazendo o que sabe mas comece a reciclar seu conhecimento. Opte por conteúdo ligado à era digital;
  2. Invista na sua formação como pessoa, na construção do SER interior. Pessoas bem formadas internamente têm vantagem neste cenário;
  3. Descubra que lugares você gostaria de ocupar no mundo atual e no mundo futuro, fazendo o quê? Para quem? Por quê?
  4. Dedique tempo para ler sobre as tendências do futuro, perceba suas emoções e veja como todo este conteúdo se encaixa com sua vida e seus dilemas atuais de trabalho. O que poderia melhorar no seu trabalho com a tecnologia ou através dela?
  5. Abandone reclamações, resistências e discursos que invalidam o que está acontecendo a olhos nus. Observe apenas.
  6. Pesquise as profissões do futuro, as novas qualificações e liste aquelas com as quais você se identifica.
  7. Decida aprender algo novo, que pode ser útil no seu trabalho daqui a 2 anos.

Parece pouco, mas são pequenos movimentos somados que resultam em um grande progresso. Para se adaptar, basta começar e incluir esta ideia na sua rotina. Ninguém poderá ficar de fora. Quanto antes você começar mais pronto estará quando a disruptura bater à sua porta.

O futuro será o melhor tempo de se viver. A Inteligência Artificial nos tornará seres humanos melhores. Troque dúvida por esperança. Uma grande quantidade de pessoas já experimenta a vida em abundância no planeta. Junte-se ao movimento do amanhã. O mundo precisa de você.


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Jaqueline Weigel

Futurista, Humanista, Estrategista de Inovação, Instrutora de Liderança Exponencial e CEO da W Futurismo.

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