Cultura

Seis mulheres futuristas para seguir

Seis mulheres futuristas para seguir. Vira e mexe, amigos me pedem indicações de institutos, profissionais e fontes de informação para abordarem futurismo em suas empresas, agências e clientes. A razão pela qual eu me tornei um ponto de consulta entre os meus? Fuço demais sobre o assunto e vou descobrindo nomes, estudos, dados, cases e tendências. Nesse meio tempo, vou descobrindo muita gente boa.

Para ajudar amigos que buscam palestrantes, dados e fontes que abordam o futuro do mercado de trabalho, comportamento de consumo, tecnologia, saúde e futuro do futuro, segue a lista com seis mulheres que falam sobre o tema de alguma forma. Por que só mulheres? Porque sou uma e me canso de acompanhar mesas, seminários e assuntos só com homens.

Peraí, o que é futurista?

Dou a palavra para Amy Webb, uma futurista MARA que conheci vasculhando no TED Talks sobre o assunto. Tem várias definições, mas veja a explicação dela para o Crain’s Detroit Business e depois conto como começou nossa relação, ou melhor, a minha admiração por ela. Ainda não é recíproca por razões de “a gente ainda não se conheceu”, mas tenho fé que isso vá acontecer. Vida e LinkedIn, diminuam os graus de distância que nos separam.

Meu trabalho não é prever o futuro, porque isso não é possível. Meu trabalho é descobrir, entregando o que sabemos ser verdade hoje, usando dados, onde provavelmente estaremos daqui X anos – e tentar descobrir isso cedo o suficiente para que as empresas não tomem decisões sob pressão. – Amy Webb

Nessa mesma entrevista ela explica que, na prática, sua função é coletar dados quantitativos e qualitativos para procurar padrões emergentes e, a partir daí, mapear tendências.

Essas tendências não são o jogo final – elas são a base para o que se torna cenários de risco e oportunidades. – Amy Webb

Amy é jornalista, sim também sou, daí a gente tira o primeiro aspecto de empatia entre nós. Há alguns anos, ela usava um app de relacionamentos e para encontrar um parceiro bacana preencheu todas as lacunas de informações solicitadas com o que julgava lhe representar. Até ai tudo normalzinho.

Acontece que sua paixão por dados é tanta, que ela decidiu destrinchar o aplicativo e entender por que raios não dava match no público que ela esperava. Sim, ela estudou o algoritmo por trás do app e entendeu que era preciso responder alguns pontos mesmo, que não de forma “real oficial”, para que esses conteúdos se tornassem os números dos bastidores que a levariam até o cara esperado.

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A futurista Amy Webb (Crédito: Mary Gardella)

Entendeu? Ela meio que “hackeou” os dados para chegar a pessoa que julgava ser certa para ela. E deu certo! Assista este TED, “How I Hacked Online Dating“, que vale a pena.

Ela também é fundadora do Future Today Institute. Uma ótima fonte de pesquisa para quem busca tendências, dados e insights para os próximos anos. Além de segui-la nas redes, super indico a newsletter da entidade. Sempre vem coisa boa. Recentemente li um estudo sobre o futuro da imprensa, mídia e comunicação. Mesmo com todos os imbróglios, vai dar certo. Vamos torcer!

Mulheres futuristas

Aterrissando em solo nacional, temos Rosa Alegria, considerada pioneira em futurismo no Brasil, ela fez uma mudança de carreira há alguns anos e passou a trabalhar como consultora em inovação, sustentabilidade, entre outros temas. Rosa é futurista profissional, palestrante, pesquisadora de tendências e Mestre em Estudos do Futuro pela Universidade de Houston (EUA).

Seguindo Rosa, tive acesso a este artigo “A utopia brasileira é uma colcha de retalhos“, que foi publicado dentro de um livro de estudo que mostra a opinião de especialistas em futuro de diferentes países da América Latina e Caribe. Este apanhado de textos tangibiliza o que tem sido e o que será o futuro previsto para a região. Quando falamos em países desenvolvidos, o foco é tecnologia. Em nosso território, e nos vizinhos, existem muitas coisas entre o céu e o mar antes de chegar no ideal. Veja o trecho do artigo da própria Rosa:

O Brasil foi batizado como o país do futuro, mas a política do país tem tido confronto histórico com o longo prazo. Os modelos de governança perderam o elo de esperança entre todos os setores da sociedade, como se tivessem sequestrado todos os sonhos brasileiros. Com a atual crise política sem precedentes que os brasileiros enfrentam, o descontentamento vago e difuso começou a se transformar em descrença, resultando em fadiga em relação a um futuro que parece nunca chegar. A corrupção generalizada e o desmantelamento ético das instituições governamentais colocam o país na encruzilhada em relação ao seu futuro. – Rosa Alegria

Espere! Não acabou, leia essa parte aqui:

(…) Oscilando na criação de seu futuro, o Brasil parece preferir ser o país do presente. – Rosa Alegria

Depois desse soquinho, e sem defender partidos, quero complementar que Rosa sempre dá cursos e palestra sobre inovação e futurismo. Um bom nome para acompanhar de perto!

Mas quando o assunto é saúde/medicina, Mariana Perroni é a profissional que tenho visto em mesas e debates sobre como inteligência artificial impactará no dia a dia dos profissionais de saúde. Ela é médica intensivista e Medical Advisor na IBM Brasil, tive o prazer de trabalhar ao seu lado quando prestava consultoria de comunicação para IBM. Mariana vai lhe encantar com números e informações que mostram como a sua área de atuação será modificada com Big Data, Inteligência Artificial e tantas outras tecnologias ditas exponenciais. Além de colocar muito barbado no bolso.

Outros nomes que indico para acompanhar porque têm um olhar para futuro + pesquisa são: Daniela KlaimanThiara Cavas (a conheci em um curso que fiz sobre Futurismo) e Lydia Caldana. Segui-las, ver seus vídeos, posts e mediums lhe trarão sempre algo novo, vai por mim.

Ajude cada vez mais as mulheres a falarem

Bom é isso, se souber de novos nomes, me conta também para que essa lista só aumente e a gente ajude cada vez mais as mulheres a falarem. Se quiser conversar mais sobre isso, me chame para tomar essa bela bebida do futuro chamada CAFÉ!

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Larissa Garcia

Consultora de Comunicação, Jornalista e Pesquisadora sobre Futurismo

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