Tecnologia

Esse robô humanoide poderá ajudar em situações de emergência e desastres

Pesquisadores do Istituto Italiano di Tecnologia (IIT) desenvolveram um robô humanoide para ajudar em situações de emergência e desastres. Com 1,85 metros de altura, WALK-MAN é capaz de localizar vazamentos de gás, manusear válvulas pesadas, remover detritos e até operar extintores de incêndio.

Financiado pela Comissão Europeia, o projeto WALK-MAN contou com a colaboração de pesquisadores da Università di Pisa (Itália), da École Polytechnique Fédérale de Lausanne (Suíça), do Karlsruher Institut für Technologie (Alemanha) e da Université Catholique de Louvain (Bélgica).

Cada uma das instituições contribuiu de diferentes aspectos, aprimorando itens como locomoção (permitindo ao robô caminhar e rastrejar sobre detritos), controle de manipulação (para o manuseio de válvulas) e robustez física (possibilitando ao humanoide operar brocas e cortadores pneumáticos).

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O projeto WALK-MAN contou com a colaboração de uma equipe internacional de pesquisadores (Crédito: IIT)

WALK-MAN, o robô humanoide

O humanoide foi projetado para atuar em edifícios danificados após desastres (tanto naturais quanto provocados por seres humanos). Controlado por 32 motores e 4 sensores de força, o robô pode transportar até 10 quilos em cada um dos dois braços, operando por até duas horas com uma bateria de 1 kW.

Desde 2016, o IIT vem testando as habilidades de WALK-MAN em simulações inspiradas em incidentes nucleares e acidentes causados por terremotos. Os experimentos iniciais ocorreram nas cidades de Pomona (Estados Unidos) e Amatrice (Itália) e foram proveitosos para aprimorar ainda mais o humanoide.

Em sua mais recente simulação, o robô conseguiu navegar por uma planta industrial danificada e executar quatro tarefas específicas: abrir e atravessar uma porta; localizar a válvula responsável pelo vazamento de gás e fechá-la; remover detritos no caminho; e ativar um extintor de incêndio:

É claro que WALK-MAN não tem a agilidade e a destreza do “cão-robô” SpotMini, da empresa Boston Dynamics. Contudo, os pesquisadores do IIT estão confiantes de que serão capazes de aumentar a autonomia nos próximos anos, possibilitando que a máquina execute ações mais rapidamente.

Sendo o tempo um fator essencial em situações de emergência e desastres, as melhorias tornariam WALK-MAN uma adição valiosa para equipes de resgate e esquadrões anti-bomba. Em síntese, o robô lidaria com o “trabalho pesado” enquanto os humanos manteriam seus corpos fora de perigo.

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Redação

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