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Virtualidade

A realidade virtual é o futuro dos games (ou o futuro de tudo)?

Se a Internet tornou o mundo menor, a VR está prestes a torná-lo emocionante

O conceito de Realidade Virtual (VR) surgiu nos anos 30, quando Edward Link inventou o Link Trainer, o primeiro simulador de voo comercial. Desde então, a tecnologia tem inspirado artistas, entusiastas do futuro e desenvolvedores de jogos a projetar novos dispositivos e equipamentos cada vez mais avançados.

O cinema teve um papel essencial para estimular todas essas iniciativas. Hollywood sempre explorou a VR associada à ficção científica, nos levando a imaginar novos mundos, cenários e possibilidades. Filmes como Lawnmower Man (1992) e Matrix (1999) são a prova concreta disso.

Mas foi só recentemente que a tecnologia saiu dos laboratórios para as casas dos consumidores. Sem dúvida, 2016 foi o ano em que os primeiros dispositivos começaram a se tornar mainstream. Mas o que acontecerá agora? O que o futuro reserva para a VR? Como será a aceitação dessa tecnologia nos próximos anos?

Em suma, teremos mais iniciativas revolucionárias, como o Oculus Rift?

De Kickstarter a mainstream em quatro anos

Quando o Kickstarter lançou a campanha de crowdfunding do Oculus Rift, da Oculus, em 2012, ninguém imaginou o impacto que aquela tecnologia causaria.

Mas então, para a surpresa de todos, em 2014 o Facebook comprou a Oculus por nada menos que US$ 2 bilhões, tornando-a primeira empresa bilionária originada do Kickstarter.

O mercado da VR teve um marco histórico naquele 25 de março de 2014. Ao materializar o que era somente sonho de muitas pessoas – transformar o “virtual” uma “realidade” –, o Oculus Rift logo se tornou uma paixão para tecnófilos e programadores em todo o mundo.

Em retrospectiva, fica claro que a decisão Mark Zuckerberg foi provavelmente a melhor coisa que poderia ter acontecido. O Facebook não apenas só forneceu ao Oculus os recursos para se tornar um produto melhor, como incentivou as principais empresas do mundo a investir seriamente em VR.

O futuro começou a ser escrito nos dias que sucederam a aquisição da Oculus pelo Facebook.

A VR no mundo dos games

Segundo dados do Global Games Market Report (2016), o mercado de games movimentou mais de US$ 99,6 bilhões somente em 2016, superando inclusive o mercado de computadores (US$ 36,9 bilhões).

Atualmente, são mais de 2,09 bilhões de gamers em todo mundo. Desse patamar, provavelmente muitos deles gostariam de criar seu próprio mundo digital favorito e torná-lo o mais real possível. Com base nesses dados, conseguimos imaginar que o foco das empresas será investir com força nessa indústria.

Mas por que não aproveitar o potencial da VR também para outras áreas e setores? Por que não utilizar a VR para outras finalidades? Ou, como resume Jason Ganz (CEO da Agora VR):

Os jogos são incríveis. Mas usar a realidade virtual apenas para jogos seria como ter um jato particular e só usá-lo para voar à Disneylândia. – Jason Ganz

A VR está prestes a tornar o mundo emocionante

A Internet possibilitou criar um enorme repositório de conhecimento disponível gratuitamente para qualquer pessoa. Existem um número infindável de informações e dados aguardando para ser lidos e descobertos. A Internet, em suma, tornou o mundo menor. E a VR está prestes a torná-lo emocionante.

Com a VR, poderemos fazer praticamente tudo, em qualquer lugar do mundo. Você quer assistir uma partida de futebol de seu time favorito como se estivesse na cadeira do técnico? Isso será possível.

Que tal assistir um show de uma banda que você mais gosta do próprio palco, como se estivesse ao lado dos integrantes? Seria como se você mesmo estivesse fazendo o show!

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E é exatamente o que Mark Zuckerberg deseja fazer com o Oculus Rift!

Mesmo que você não goste de futebol ou que não tenha uma banda preferida, que tal apenas visitar um país distante? Talvez você permaneça cético e afirme que a VR jamais venha a substituir o turismo. Tudo bem. Mas e se você quiser conhecer muito um país e tenha medo de ir até lá, por inúmeras razões?

Digamos que você queira conhecer um país em guerra, como a Síria, ou saber como é um campo de refugiados para compreender de que forma as pessoas (sobre)vivem nesses espaços. Bem, assistir o documentário Clous Over Sidra, produzido pela VRSE, em parceria com a ONU, já é um começo.

Mas imagine quantos filmes ou documentários excelentes poderão ser produzidos em VR, para que possamos conhecer novas perspectivas e nos tornar pessoas melhores, praticando nossa empatia? Com a tecnologia, poderemos capturar eventos da vida real e distribuí-los para qualquer pessoa, em qualquer lugar.

A realidade virtual será o futuro de tudo?

A VR convence nossos cérebros, em um nível fundamental e subconsciente, de que a simulação experimentada é real. Isso quer dizer que vamos esquecer que estamos em ambiente fabricado?

Obviamente não. Mas significa que, ao “montarmos” numa montanha-russa em VR ou “escalarmos” o Monte Everest, sentiremos que estamos realmente lá.

No futuro, seremos capazes de criar experiências virtuais imersivas que podem nos emocionar, nos ensinar e nos permitir entender melhor as vidas das pessoas ao redor do mundo.

A maioria das notícias que veremos nos próximos anos provavelmente serão sobre usos de VR relacionados à indústria de games. Mas, ao que tudo indica, com o tempo utilizaremos todo o potencial dessa tecnologia para tornar nosso mundo cada vez melhor.

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Redação do Futuro Exponencial

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