Virtualidade

Realidade virtual está sendo usada para reunir famílias separadas por fronteiras

Uma organização sem fins lucrativos está usando a realidade virtual para conectar famílias separadas por fronteiras. A iniciativa usa a tecnologia para oferecer a imigrantes residentes nos Estados Unidos uma maneira alternativa para “visitar” os lugares e as pessoas que deixaram para trás.

Separados por fronteiras, “reunidos” pela realidade virtual

Existem milhões de imigrantes nos Estados Unidos que não podem deixar o país por causa de seu status atual de imigração. Embora estejam há décadas longe de casa, retornar ao lugar onde cresceram simplesmente não é uma opção. Afinal, se eles deixarem o país, seu status de imigração pode impedi-los de voltar.

O Family Reunions Project busca oferecer uma alternativa a essa realidade. Criado pelos jovens Alvaro Morales e Frisly Soberanis, o projeto usa a tecnologia de realidade virtual para “levar” imigrantes dos Estados Unidos de volta a suas casas na América Latina, por meio de uma experiência imersiva.

A experiência na prática

O projeto foi criado para ajudar os latinos a se reconectarem com suas raízes. Em primeiro lugar, os imigrantes se candidatam a fazer parte do projeto através de um website. Em segundo lugar, os cofundadores iniciam um processo de seleção para começar a desenvolver a atividade imersiva.

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O projeto já ajudou uma dúzia de famílias a se reconectarem (Crédito: Family Reunions Project)

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Para que a experiência aconteça, os fundadores viajam até a cidade natal do solicitante. Uma vez lá, começam a filmar, em 360º, os entes queridos, suas rotinas e a cidade. Ao retornar, recriam todos os momentos para que o solicitante possa experimentá-los com um headset de realidade virtual.

Eu vi seus rostos, eu posso reconhecer como eles estão agora com seus cabelos grisalhos. A cidade é mais bonita agora, mais desenvolvida. – Maria (um das pioneiras a testar  a experiência, que pediu para não ser identificada)

Mais do que games e entretenimento

Embora ainda esteja em fase inicial, o projeto já ajudou uma dúzia de famílias a se reconectarem. De acordo com Morales, cofundador do Family Reunions Project, a iniciativa é inovadora porque rompe com a suposição de que a realidade virtual é uma tecnologia exclusiva para games e entretenimento.

Há muito poucos projetos que exploram quem realmente precisa desse transporte [virtual]. – Alvaro Morales (cofundador do projeto)

Os cofundadores estão esperançosos de que o projeto poderá ter um impacto positivo no futuro. Em síntese, acreditam que a iniciativa poderá ajudar a “humanizar” a polarização existente na imigração nos Estados Unidos e, ao mesmo tempo, trazer alegria para os próprios imigrantes e suas famílias.

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Redação

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