Ciência

Empresa pretende implantar rastreadores GPS em pessoas com demência

No ano passado, a Three Square Market (32M) começou a oferecer implantes de microchips para todos os seus funcionários. A iniciativa teve como inspiração a experiência da Suécia. Mas, agora, a empresa decidir dar um passo além. E o plano envolve nada menos que implantar chips para monitorar pessoas com demência.

Mas, afinal, o que é a demência?

A demência é uma síndrome causada por uma variedade de doenças cerebrais. Geralmente de natureza crônica ou progressiva, a categoria envolve a perda de funções cerebrais, como memória e raciocínio. Além disso, em muitos casos a demência atinge o comportamento e a capacidade de realizar atividades cotidianas.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), em torno de 47 milhões de pessoas sofrem de demência em todo o mundo. Só para ilustrar: o número, segundo estimativas da OMS, deverá atingir 75 milhões até 2030. Estima-se também que o cenário de casos possa triplicar até 2050.

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A demência afeta a memória e o raciocínio (Crédito: Adobe Stock)

Implantando chip rastreáveis

Os novos planos da 32M foram anunciados há poucos dias. De acordo com o CEO, Todd Westby, a empresa está trabalhando em um novo chip. O dispositivo é ativado por voz, pode monitorar os sinais vitais de uma pessoa e rastreá-los via GPS. E os primeiros testes provavelmente serão nos próprios funcionários.

Começamos com um pequeno chip simples e agora ele evoluiu para um outro negócio. – Todd Westby (CEO da 32M)

À primeira vista, a declaração poderia soar como uma nova forma de controle sobre os cidadãos. (E, em especial, aos funcionários da 32M!). Bem, ao menos não é o que declarou o presidente Patrick McMullan. De acordo com ele, os pacientes que sofrem de demência serão os principais candidatos aos implantes.

Sem dúvida, é uma causa digna. – Patrick McMullan (Presidente da 32M)

Mais do que localizar

O chip terá um papel maior do que apenas informar a localização da pessoa com demência. Em síntese, o dispositivo irá monitorar os sinais vitais do paciente. Desse modo, um médico responsável poderia monitorar os níveis de glicose no sangue e os batimentos cardíacos a partir dos microchips.

Monitorar pessoas com demência por meio de microchips é uma opção ética? Os implantes irão exigir a anuência dos pacientes com demência? Enfim, muitas são as dúvidas relacionadas à iniciativa da 32M. Ainda assim, a empresa está decidida a testar os chips em 2019 e, em seguida, buscar a aprovação da FDA.

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Redação

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