Sustentabilidade

Empresa americana lança primeira fazenda autônoma do mundo

A empresa Iron Ox acaba de lançar a primeira fazenda autônoma do mundo. A nova instalação, sediada em San Carlos (Califórnia, EUA), promete “cultivar 30 vezes mais produtos do que fazendas tradicionais”. O projeto como um todo combina avanços nos campos da botânica, robótica avançada e inteligência artificial.

A fazenda foi lançada há poucos dias, na expectativa de que a inteligência artificial possa reavivar a indústria agrícola. Em resumo, a indústria não apenas enfrenta uma séria escassez de mão-de-obra, como sofre uma pressão gigantesca para produzir mais safras. O cenário, de fato, não é nada animador.

A primeira fazenda autônoma do mundo

Atividades como colheita e semeadura são comuns em fazendas. Elas acontecem centenas (quando não milhares) de vezes ao dia. Então, por que não robotizar todas essas tarefas repetitivas e intensivas? Foi o que o cofundador da Iron Ox, Brandon Alexander, se perguntou a alguns anos atrás.

Projetamos todo o nosso processo de crescimento com uma abordagem de robótica. – Brandon Alexander (cofundador da Iron Ox)

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A fazenda foi lançada há poucos dias (Crédito: Iron Ox)

As máquinas autônomas da Iron Ox fazem todo o trabalho de coleta e sensoriamento. O braço robótico autônomo construído pela empresa é capaz de colher plantar e depois analisá-las em escala submilimétrica. Em síntese, a máquina consegue identificar e reconhecer as plantas detalhadamente.

Equipado com quatro sensores, o braço robótico pode “ver” em 3D graças a duas câmeras. Essas câmeras  permitem que o robô identifique doenças, pragas e anormalidades nas plantações. Conforme a Iron Ox, foram necessários anos de pesquisa para chegar nesse nível de precisão e consistência.

O “cérebro” do braço robótico é controlado por um software de inteligência artificial, que informa o momento correto de agir. Todo o processo é supervisionado por uma equipe de cientistas. Além de supervisionar, os cientistas processam e analisam todos os dados coletados pelos sensores.

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A nova instalação está localizada em San Carlos, na Califórnia (Crédito: Iron Ox)

Os próximos passos

Contudo, o robô não é perfeito. O trabalho de semeadura, por exemplo, ainda depende de interação humana. Além disso, o processo de pós-colheita, que envolve atividades como retirar folhas soltas e embalagens, ainda não pode ser desempenhado pelo braço robótico. Em síntese, ainda há muito a melhorar.

Cada robô sabe como fazer um trabalho, mas não sabe quando deve fazer uma tarefa. –  Brandon Alexander (cofundador da Iron Ox)

Embora ajustes sejam necessários, a Iron Ox planeja começar a vender seus produtos para restaurantes e mercearias ainda neste ano. Além disso, a empresa pretende incentivar a abertura de fazendas em torno dos centros urbanos nos próximos anos, para reduzir os custos – sobretudo de transporte.

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Redação

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