Virtualidade

5 previsões para o futuro da realidade virtual e aumentada

A realidade virtual e a realidade aumentada convencem nossos cérebros, em um nível fundamental e subconsciente, de que a simulação experimentada é real. Por conta disso, muitas empresas estão investindo milhões de dólares em novos recursos e tecnologias. Mas qual é o futuro da indústria da realidade virtual e aumentada?

Conheça, então, 5 previsões para o futuro dessa indústria em expansão. Em suma, as hipóteses foram originalmente publicadas por Mark Metry, fundador da VU Dream, uma agência dedicada a ajudar as startups de realidade virtual (VR) e aumentada (AR) a comercializar produtos inovadores.

1. No futuro, headsets de VR serão populares

O preço dos headsets é, sobretudo, um motivos pelos quais a VR ainda não “decolou”. Para enfrentar a realidade, os fabricantes estão desenvolvendo dispositivos autônomos, para torná-lo mais acessíveis ao bolso do consumidor. De acordo com Mark Metry, o Oculus Go, do Facebook, é uma das principais apostas.

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O Facebook pretende popularizar a realidade virtual (Crédito: Oculus)

A empresa pretende popularizar a realidade virtual. Se a comercialização for bem-sucedida, em princípio abrirá uma nova corrida entre os fabricantes. Em suma, dependendo do sucesso do Oculus Go – lançado há poucos meses nos Estados Unidos –, será possível verificar como a indústria avançará.

2. O crescimento da realidade aumentada impulsionará a virtual

Muitas pessoas especulam que a VR também não “decola” porque não pode ser usada em público ou em conjunto com outras atividades. Em resumo, as experiências são essencialmente individuais. Assim, ao viabilizar a jogabilidade conjunta, como em Pokémon GO, a AR é imaginada como um booster da VR.

De acordo com estimativas, a indústria de AR (e MR) será muito maior que a VR em 2023. O uso cotidiano da AR proporcionará novas experiências. Dessa forma, o conteúdo e as experiências de RV serão melhores e apelarão mais ao público em geral, deixando de lado as aplicações atuais de nicho.

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3. A realidade virtual e aumentada oferecerão experiências ilimitadas

Em síntese, quando o iPhone foi lançado, em 2007, ninguém tinha ideia de que inúmeros aplicativos seriam disponibilizados a partir do sistema operacional iOS. Hoje, existem mais de 2 milhões de aplicativos na App Store. Isso sem falar nos mais de 3 milhões também disponíveis na Google Play Store.

Aplicativos de VR estão ajudando médicos a entender melhor o corpo humano, realizar diagnósticos e tomar decisões estratégicas. A tecnologia está sendo usada para auxiliar pessoas diagnosticadas com câncer e oferecer aos pacientes ferramentas de autogestão de estresse, ansiedade e dor.

Embora as aplicações de VR e AR ainda sejam limitadas, em virtude do poder de processamento dos computadores, imagine a indústria daqui a exatos cinco anos. Para Mark, em resumo, será um mundo completamente imersivo “com espaços mentais renderizados”. Um universo no qual o único limite é a imaginação.

4. Redes 5G serão a porta de entrada de experiências incríveis

Atualmente, os desenvolvedores de VR e AR são limitados por vários fatores. Dentre eles estão a eficiência térmica, os sensores e as tecnologias multimídia. De acordo com Mark Metry, no entanto, a verdadeira porta de entrada para experiências ilimitadas incríveis serão as redes 5G.

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A rede 5G é o combustível que levará a inovações extraordinárias (Crédito: Shutterstock)

Na rede 5G, a velocidade de transferência de dados é projetada para ser cerca de 10 vezes maior do que a 4G. Logo, podemos esperar uma transmissão mais rápida de imagens, vídeos e conteúdo imersivo. O download de um filme  de boa resolução pode levar cerca de 10 minutos com 4G. Já com 5G, menos de um segundo.

Sendo assim, a rede 5G é o combustível que levará a inovações extraordinárias. E não apenas na realidade virtual e aumentada. Mas também em tecnologias mais amplas, como Internet das Coisas (Internet of Things), o que poderá transformar radicalmente a maneira como conectamos uns com os outros.

5. A indústria desenvolverá protocolos e estruturas universais

Assim como a Web trouxe as APIs (Application Programming Interfaces) e os SDKs (Software Development Kits) – ou, em português, Interface de Programação de Aplicativos e Kit de Desenvolvimento de Software –, a realidade virtual está convergindo para uma plataforma coletada e unificada.

Uma plataforma coletada e unificada está à vista (Crédito: Shutterstock)

Algumas organizações já estão em movimento para alcançar esse objetivo. O Institute of Electrical and Electronics Engineers (IEEE), por exemplo, anunciou que um grupo de trabalho estabelecerá definições, categorias de dispositivos VR e AR, padrões de qualidade, interfaces de usuário e formatos de arquivo.


Enfim, e você? O que acha das previsões de Mark Metry para o futuro da realidade virtual e aumentada?

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Redação

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