Ciência

Conheça os países e empresas privadas que pretendem levar os humanos de volta à Lua

Na iminência de celebrar o 50º aniversário do primeiro pouso na Lua, a humanidade parece estar decidida a retornar à superfície lunar. Agências espaciais de países como China, Japão e Índia, além de empresas privadas norte-americanas, tem planos ambiciosos para o satélite natural da Terra.

Com o encerramento de alguns programas espaciais e o desmantelamento da Estação Espacial Internacional (com previsão para 2024), as iniciativas, que vão desde viagens turísticas em torno da Lua até a construção de uma aldeia lunar, estão originando uma nova corrida espacial.

Conheça a seguir os países e empresas privadas que querem levar os humanos de volta à Lua:

Empresas aeroespaciais privadas

A corrida espacial adquiriu enorme projeção desde que Elon Musk revelou planos para levar a humanidade até Marte. Como consequência, enquanto algumas empresas aeroespaciais almejam competir para explorar o planeta vermelho, outras preferem começar pela Lua para ganhar know how.

Space X – De propriedade de Musk, a empresa anunciou que almeja realizar a primeira viagem turística em torno da Lua. Dois cidadãos ainda não identificados realizaram um depósito generoso à SpaceX para viabilizar a missão, prevista para ocorrer no final de 2018.

Blue Origin – O CEO Jeff Bezos afirmou que está desenvolvendo um enorme foguete para levar os humanos à Lua até 2020. O foguete New Glenn, prenunciado para ser mais poderoso do que qualquer outro em operação, será reutilizável e projetado para transportar carga e astronautas.

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O foguete New Glenn será mais poderoso do que qualquer outro em operação (Crédito: Blue Origin)

United Launch Alliance – Em parceria com a Bigelow Aerospace, a empresa revelou intenções de lançar uma estação espacial inflável na órbita lunar. A missão envolve o lançamento de um módulo expansível até 2022, com a finalidade de colocá-lo em baixa órbita terrestre.

Agências espaciais

Os projetos para explorar à Lua estão se proliferando não apenas no setor privado, mas também nas agências espaciais das nações. Além dos Estados Unidos, China, Índia e Japão também estão buscando ganhar assento entre os principais players da nova corrida espacial.

Estados Unidos – A NASA revelou que pretende unir forças com a agência espacial russa (Roscosmos) para construir uma estação espacial em órbita lunar até 2025. A construção servirá como ponto de partida para missões tripuladas a Marte e outros planetas do Sistema Solar.

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A NASA pretende unir forças com a Roscosmos para construir uma estação em órbita lunar (Crédito: NASA)

China – A China comunicou que está trabalhando para desenvolver uma aeronave espacial capaz de voar em órbita terrestre baixa e pousar na Lua. O veículo será projetado para ser recuperável e terá espaço para até seis astronautas, mas ainda não há estimativas do lançamento.

Índia – A Organização Indiana de Pesquisa Espacial (ISRO) anunciou planos para pousar um rover na Lua em 2018. A missão (Chandrayaan-2) pretende criar um mapa 3D detalhado da superfície lunar e incluirá três veículos não tripulados: um rover, um orbiter e um lander.

Japão – A Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial (JAXA) pretende colocar um astronauta na Lua até 2030. O Japão, contudo, não é capaz de cumprir o objetivo sozinho e dependerá da colaboração internacional. Enviar um foguete japonês para a Lua é extremamente dispendioso para o país.

Europa – O plano mais ambicioso é, sem dúvida, da Agência Espacial Europeia (ESA). Composta por 22 Estados-membros, a agência deseja construir uma aldeia lunar. A construção será criada por humanos e robôs até 2030, quando então um grupo de astronautas habitará a Lua permanentemente.

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A ESA revelou planos para construir uma aldeia lunar (Crédito: ESA)

O destino, mais uma vez, é a Lua

Neil Armstrong deu seu primeiro passo na superfície lunar em 20 de julho de 1969. Passadas quase cinco décadas do marco histórico, a humanidade almeja retornar à Lua. E para aqueles que se perguntam “por que somente agora?“, talvez as palavras do cientista Bernard Foing (ESA) possam reconfortar:

Agora temos uma revolução industrial de alta tecnologia. É o momento de investir mais uma vez na Lua. Agora, além disso, podemos ir para ficar. – Bernard Foing

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Redação

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