Cultura

Olhar para o futuro é fácil. Mas enxergar, só com as lentes certas!

Para aqueles que acreditam que não é possível fazer algum tipo de previsão do futuro, assistam à entrevista de Arthur C. Clarke em 1976. Ou seja, há 42 anos. Vejam como ele via o futuro e como estamos hoje!

Em recente artigo, foquei no tema “Aprendizagem”, em como este processo mudou – apesar da maioria das pessoas ainda não ter esta consciência – e na importância de entendermos que, daqui em diante, precisaremos, muitas vezes, DESAPRENDER para depois REAPRENDER.

Esta reflexão me levou a dois intensos meses de comportamento “esponja”, absorvendo muito mais conhecimento, em especial em temas relacionados a Futurismo. Foram tantas informações que acabei até por deixar um pouco de lado a produção de conteúdos como este, por onde procuro compartilhar o que aprendo…

Mas retomando, já cito algo que vale a pena destacar: participei do curso “Friends of Tomorrow (FoT)” com o futurista Tiago Mattos, único brasileiro a dar aulas na Singularity University. Foram 13 noites intensas, com mais de 70 pessoas de diferentes perfis, mas com alguns pontos em comum:

  • Incômodo com os rumos que nosso mundo está tomando;
  • Desconforto com a situação profissional atual;
  • Consciência de que a tecnologia é – e será cada vez mais – um dos principais pilares de sustentabilidade de nossas próprias vidas;
  • Busca de novos pontos de vista, preferencialmente “fora da caixa” e em grupos com grande diversidade;
  • Percepção de que, quem não entender o momento de transformação pelo qual estamos passando, ficará de fora do futuro que está sendo construído e que está muito mais perto do que se imagina;
  • Entendimento de que o pensamento linear ficou para o passado e o futuro é exponencial;
  • Certeza de que o conhecimento está MUITO acessível e de que qualquer um pode impactar o mundo. É só querer;
  • Posse das lentes certas para enxergar o futuro.

E o título deste artigo veio justamente de um dos bate-papos com o Tiago Mattos, em que eu demonstrava uma certa perplexidade de como uma grande parte das pessoas, para as quais eu levava meus conhecimentos a respeito das tendências de futuro, demonstrava-se incrédula e resistente.

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A maior parte das pessoas não está conseguindo enxergar o futuro (Crédito: Shutterstock)

Enxergando o futuro

Foi quando ele usou esta referência das lentes certas, dizendo que, enquanto estas pessoas não as colocassem, não iriam conseguir enxergar o futuro que está batendo nas portas delas.

E considerando que as empresas são formadas por pessoas, procurei analisar o efeito desta falta de visão: realizei uma pesquisa, principalmente nas empresas de micro, pequeno e médio portes em nosso país e os dados são impressionantes. Para o lado negativo, infelizmente…

Cruzando estes dados com a minha longa experiência de levar inovação e transformação digital para as empresas, com foco em resultados, vi uma oportunidade de gerar um enorme impacto em nosso país, podendo atingir mais de 10 milhões de empresas e as famílias que elas sustentam.

Em breve, divulgarei este projeto para todos. Por ora, segue uma apresentação do tipo “Ignite” de 5 minutos que fiz para a turma do FoT. Quem puder assistir e comentar, seria ÓTIMO!

Voltando ao assunto das lentes certas…. Vocês assistiram ao vídeo do início do artigo, de 42 anos atrás? Entrevista com Arthur C. Clarke, um grande exemplo de alguém que tinha “AS” lentes certas!!! Não é incrível ele abordar a nossa realidade de hoje de uma maneira tão embasada e consistente, num nível rico de detalhes?

E se ele fez isto há meio século, porque nós não podemos, no mínimo, estar abertos a enxergar de maneira correta o futuro, evitando erros desnecessários e colaborando com um mundo melhor? 

Sempre lembrando: ‘TECNOLOGIA é sempre um MEIO e nunca o FINAL’.

Objetivos de organizações como ONU, Singularity University, Projeto Millenium, entre outros, estão relacionados a causas semelhantes, atuando de formas distintas, mas sempre com a tecnologia sendo um dos melhores meios para alcançar os resultados.

Bem… Que a maior parte das pessoas não está conseguindo enxergar o futuro, acredito que eu tenha conseguido demonstrar, mas agora, POR QUÊ?

Uma das hipóteses foi levantada pelo próprio Arthur C. Clarke:

Alguns perigos são tão espetaculares e tanto acima de nossa experiência, que a mente se recusa a aceitá-los como reais e assiste à aproximação da desgraça sem qualquer senso de apreensão. O homem que olha o maremoto chegando, a avalanche descendo, o tornado levando tudo pelos ares e, ainda assim não pensa em fugir, não está necessariamente paralisado pelo medo ou resignado pelo destino fatal. Ele pode simplesmente não estar acreditando que a mensagem dos seus olhos o afete pessoalmente e acredite que tudo pode estar acontecendo com outras pessoas.

Não sou eu que irei contestá-lo (risos)… Mas creio que outras explicações estão relacionadas ao desconhecimento do assunto e à falta de percepção da importância de tratar este tema.

Por último, mas não menos importante, quero pensar no “COMO”… Como mudar o mindset das pessoas, principalmente aquelas que exercem o papel de líderes ou influenciadores em suas empresas e grupos? A resposta parece simples: “levando a informação até elas”. Mas a realização é complexa.

Guardadas as devidas proporções, se as informações corretas – uma educação básica – tivessem chegado até a maior parte dos 200 milhões de brasileiros, não estaríamos sofrendo com uma crise ética, política, econômica e institucional desta magnitude. E nem é preciso ser futurista, futurólogo, vidente ou viajante no tempo para descobrir isto…

Eu sou fã daquela estratégia dos alcoólatras anônimos (“A. A. A.”), de tratar “um dia de cada vez”. E comemorar a vitória no final de cada dia e a cada pequena conquista. 7 dias viram uma semana. 4 semanas e meia, um mês. 12 meses rapidamente chegam a 1 ano e… Vitória com “V” maiúscula! Mesmo tendo dificuldades muito diferentes a desta referência em minha vida, já usei com sucesso esta estratégia. E recomendo!

Outro ponto… Se não dá para fazermos GRANDES ações, FAÇAMOS AS PEQUENAS! E não precisamos ir longe. Alcancemos quem estiver perto, fisicamente ou virtualmente. Cada um fazendo a sua parte, com persistência, haverá um crescimento EXPONENCIAL e os resultados acontecerão.

E já que citei o termo “EXPONENCIAL”, vou contar uma história bem legal a respeito de um movimento de 2.000 pessoas, distribuídas em mais de 50 grupos no WhatsApp, nascidos sem líderes e auto organizados, para discutir temas relacionados com a transformação digital, inovação, tendências e outras maneiras de tomarmos ações para melhorar nosso mundo.

Pensando bem, estamos em tempos de compartilhamento… Esta história já está contada de maneira clara e objetiva pela exponencial companheira Glaucia Alves de Lima, aqui e pelo Guilherme Rodrigues Alves, aqui. Vale a leitura!

E quem se interessar – duvido que alguém não goste… – pode baixar um e-book com maiores detalhes do movimento “EXPONENTIAL”.

Gostaria de convidar a todos que se interessaram por adquirir as lentes corretas para enxergarem o futuro, a participarem deste movimento.

Caso tenham alguma dúvida, queiram trocar algumas ideias ou ainda, necessitem de algum apoio dentro da minha expertise, deixem seus comentários no artigo/blog ou entre em contato comigo pelos meus canais, que será um prazer ajudá-los.

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Renato Grau

Engenheiro Eletrotécnico formado pela Escola de Engenharia Mauá; Especialista em Transformação Digital para o mercado corporativo, com foco no resultado do negócio; Empreendedor há mais de 25 anos apaixonado por Inovação, Tecnologia, Pessoas e Futurismo; Eterno Aprendiz; Autor de artigos e conteúdos que buscam colaborar com a melhoria de nosso mundo; Empresário, Fundador e CEO da Innovision, empresa de tecnologia com 22 anos de mercado; Sócio fundador, Ex-presidente (2012-2015) e membro do Conselho de Administração do ITESCS (Instituto de Tecnologia de São Caetano do Sul); Criador do Arranjo Produtivo Local das Empresas de TIC de São Caetano do Sul e Região; Ex-Membro do COMDEC (Conselho Municipal de Desenvolvimento Econômico) de São Caetano do Sul em 2013-2016

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