Ciência

NASA revela planos para explorar Marte com abelhas robóticas

A NASA acaba de revelar seu mais novo plano para explorar Marte: abelhas robóticas. Batizadas de Marsbees, as criaturas voadoras seriam capazes de cobrir distâncias muito maiores (e com muito menos esforço) do que um rover, além de mapear regiões não alcançáveis por veículos terrestres.

A NASA está com um orçamento cada vez mais “apertado” para lançar novas missões espaciais. Em síntese, já foram mais de US$ 2,5 bilhões investidos no veículo de exploração Rover Curiosity. Dessa forma, a agência estadunidense está apostando opções mais econômicas, flexíveis, resilientes e de maior mobilidade.

Um exame de abelhas robóticas poderia ser o que a NASA precisa neste momento delicado que vem enfrentando. Hoje, com apenas 0,4% de recursos do governo estaduniense (10% a menos que na época das missões Apollo), a agência sequer consegue enviar astronautas à Estação Espacial Internacional.

Abelhas robóticas em Marte

Apesar das dificuldades, colocar abelhas robóticas em Marte parece não ser assim tão absurdo. Sob uma lógica sistêmica, poderia trazer benefícios significativos à exploração espacial. Em resumo, dentre eles estariam a criação de sensores reconfiguráveis e uma melhor coleta e amostragem de dados.

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As Marsbees poderiam mapear o planeta vermelho com mais rapidez (Crédito: NASA)

Segundo Chang-kwon Kang, engenheiro aeroespacial da Universidade do Alabama (Huntsville) e um dos envolvidos no projeto, as Marsbees seriam uma espécie de abelhões (com asas do tamanho de cigarras) completamente integradas com sensores e dispositivos de comunicação sem fio:

Nossos resultados numéricos preliminares sugerem que um abelhão com asas de cigarra pode gerar sustentação suficiente para pairar na atmosfera marciana. –Chang-kwon Kang

Em síntese, as abelhas seriam lançadas a partir de uma base móvel. A base funcionaria tanto como um centro de comunicação quanto como uma estação de recarga. Devido ao seu tamanho e ao pequeno volume de espaço aéreo que ocuparia, o enxame de Marsbees poderia ser validado por meio de diversos testes.

Um rover leva meses para explorar pequenas frações da superfície marciana. Já as abelhas robóticas poderiam mapear o planeta vermelho com mais rapidez. As criaturas não apenas cobririam distâncias maiores, como explorariam regiões que jamais seriam alcançáveis por veículos terrestres.

Os próximos passos

O desenvolvimento das abelhas robóticas envolverá uma colaboração multidisciplinar de esforços entre Estados Unidos e Japão. Enquanto pesquisadores da Universidade do Alabama ficarão encarregados de estudar as condições atmosféricas de Marte, engenheiros japoneses construirão o protótipo.

A primeira fase do projeto será destinada a testar o desempenho aerodinâmico do protótipo, o qual será avaliado em uma câmara de vácuo com a densidade do ar similar a de Marte. Já a segunda fase terá como enfoque otimizar itens como manobrabilidade, resistência ao vento, decolagem e aterrissagem.

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Redação

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