Ciência

NASA está enviando um drone para Titã, a maior lua de Saturno

A NASA anunciou nesta semana que pretende enviar um drone para Titã, a maior lua de Saturno. A aeronave, batizada de Dragonfly, será lançada em 2026 e deverá pousar em seu destino oito anos depois, em 2034. Em síntese, o objetivo da missão é estudar a composição química de Titã em detalhes.

Existem apenas dois corpos planetários com lagos e mares líquidos em nosso sistema solar. Um deles você já conhece. O outro é Titã, que, apesar de ser uma lua, tem notáveis ​​semelhanças com a Terra, como nuvens e uma atmosfera densa. Contudo, Titã tem dois problemas que preocupam os especialistas.

Em primeiro lugar, os lagos não são compostos de água, mas de metano líquido. A temperatura é fria demais (- 148º C) para a existência de água líquida. É improvável que seres humanos consigam sobreviver nessas condições. Em segundo lugar, a água é extremamente salgada, mais que o próprio Mar Morto, Na Ásia.

Então, por que explorar Titã?

Em síntese, por causa do metano. A existência de metano em Titã é um indicador de uma possível vida micro-orgânica. O detalhe é que os maiores especialistas do mundo não sabem explicar porque existe metano na atmosfera de Titã. A luz solar destruiu esse elemento dezenas de milhões de anos atrás.

Sendo assim, existem razões para crer que organismos estão reabastecendo o metano até hoje. Daí entra a participação do “quadricóptero” Dragonfly, para estudar a composição química de Titã nos mínimos detalhes. E, de quebra, poderá dar uma “espiada” se os mares de Titã abrigam formas exóticas de vida.

Titã é diferente de qualquer outro lugar no sistema solar. E Dragonfly é como nenhuma outra missão. – Thomas Zurbuchen (administrador associado da NASA)

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A NASA está determinada a enviar um drone para Titã (Crédito: NASA)

É claro que o drone não será capaz de mergulhar nos mares de Titã. Mas, veja só, para isso a NASA está construindo seu próprio “submarino espacial”, o Titan Sub. O dispositivo, ainda em concepção, pretende explorar o Kraken Mare, o maior oceano de Titã. É tão grande que supera o Mar Cáspio, na Ásia Ocidental.

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Enviando um drone para Titã

Em suma, Dragonfly pretende pousar nas dunas de Titã e, em seguida, fazer o seu caminho para o seu destino final: a Cratera Selk, de 80 quilômetros de largura. De acordo com funcionários da NASA, a região é considerada essencial para estudar química pré-biótica e procurar sinais de vida.

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Redação

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