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Músicos automatizados ou empoderados?

Músicos automatizados ou empoderados? A Sony recentemente causou frenesi no mercado, ao anunciar duas canções compostas por Inteligência Artificial, sendo uma no estilo Beatles (Mr. Shadow) e outra inspirada em compositores norte americanos (Daddy’s car).

Mas antes que você ouça as músicas, preciso destacar que a parte mais interessante deste artigo ainda não apareceu, então sugiro ler o artigo até o final. Vai valer a pena!



Músicos automatizados ou empoderados?

Não dá para negar que o lançamento destas canções criou um certo mal estar. Seriam os artistas substituídos por Inteligência Artificial? Seria uma máquina capaz de expressar sentimentos e emoções? Esta é uma longa discussão, que inclusive é o item 8 do post 14 mitos sobre o apocalipse dos robôs, mas hoje vamos explorar outro lado desta história.

A Sony também oferece uma ferramenta chamada Reflexive Looper. No sentido totalmente contrário das composições automatizadas, onde a Inteligência Artificial poderia substituir o compositor, esta ferramenta se mostra como uma grande aliada do músico, permitindo uma enorme expansão do conceito homem-banda. E embora pedais de loop não sejam uma novidade, o que esta ferramenta oferece não é nada convencional.

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A Sony também oferece uma ferramenta chamada Reflexive Looper (Crédito: Sony)

O Reflexive Looper é capaz de gravar passagens do artista tocando seus instrumentos e lançar mão dessas passagens em tempo real, automaticamente. No momento em que o artista começa a tocar, o sistema entende a música, compreendendo os solos, as linhas de baixo, os acordes e a bateria.

A partir daí, o sistema passa a preencher os momentos seguintes da execução com trechos tocados previamente, seja na apresentação corrente ou em apresentações prévias do artista. O resultado é que uma simples interpretação com guitarra e voz pode ganhar acompanhamentos de bateria, baixo e solos, por exemplo, de forma automática.

Confira algumas demonstrações:



Finalmente, recorremos a uma reflexão constante quando o assunto é Inteligência Artificial Benéfica: podemos desenvolver Inteligência Artificial para substituir o ser humano ou para empoderá-lo. Que caminhos escolheremos?

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Vinicius Soares

Engenheiro de Telecomunicações pelo Instituto Nacional de Telecomunicações e MBA em Marketing pela FGV. Atua no mercado de TIC há mais de 20 anos, com experiência em gestão de desenvolvimento de software, gestão de portfólio, marketing e vendas B2B. É especialista em Inteligência Artificial e em Estratégia de Produtos e Serviços em TIC. Fundador do AiNews Network e da Mais a.i., empreendimentos baseados em Inteligência Artificial, sendo o AiNews Network um site com conteúdo especializado em I.A. e a Mais a.i. uma empresa de consultoria, projetos e educação executiva, também em I.A.

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