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Tecnologia

O mercado de drones poderá chegar a US$ 12 bilhões em 2021

Relatório analisa a crescente indústria global dos veículos aéreos não tripulados

A indústria global de drones está crescendo cada vez mais rápido. Hoje, um ecossistema crescente de fornecedores de software e hardware – em sua maioria pequenas empresas privadas e startups – já está atendendo clientes nos mais diversos setores, como agricultura, energia e construção civil.

Um relatório produzido pela BI Intelligence destacou recentemente os vários níveis da crescente indústria global de drones comerciais, também chamados de veículos aéreos não tripulados (UAVs).

O documento analisa os avanços da tecnologia nos últimos anos, as barreiras existentes para a regulamentação das máquinas voadoras, fornece uma lista de dezenas de empresas notáveis que já despontam no mercado e, ainda, oferece previsões para futuras oportunidades de negócios na área.

Confira a seguir algumas conclusões do relatório:

Segurança

Apesar de toda a tecnologia existente hoje, os drones ainda não 100% seguros, o que leva muitas pessoas a deixar de adquiri-los. Contudo, o relatório prevê que as máquinas serão muito mais seguras em 2021, o que nos levará a enxergar um maior número delas nos céus.

Dentre as tecnologias desenvolvidas para tornar os drones mais seguros está a geo-fencing, que consiste em uma espécie de “coleira virtual”. A técnica restringe o acesso dos drones a áreas específicas, como edifícios governamentais, aeroportos e até residências particulares.

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A técnica de geo-fencing restringe o acesso dos drones a áreas específicas (Crédito: Dronevibes)

Outra técnica em desenvolvimento é a chamada collision avoidance, que integra sensores de prevenção de obstáculos especializados. Os sensores permitem aos drones antecipar e reagir rapidamente a um obstáculo em poucos segundos, evitando a colisão com o objeto.

Regulamentação dos drones

O ritmo acelerado da adoção de drones está levando governos a criar novos regulamentos para equilibrar segurança e inovação. A Federal Aviation Administration (FAA), autoridade norte-americana competente para instituir todos os aspectos da aviação civil, pretende lançar novos regulamentos em 2017.

O relatório prevê que as iniciativas da FAA – e de seus órgãos equivalentes em outros países – poderão impulsionar a adoção das máquinas e também oferecer novas aplicações ao setor comercial, incluindo programas de tele-entrega, como as iniciativas da Amazon (Prime Air) e do Google (Google Wing).

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Amazon Prime Air (Crédito: Amazon)

Receitas

Segundo o relatório da BI Intelligence, os investimentos estimados com hardware de drones deverão chegar ao patamar de 12 bilhões até 2021.

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O relatório aponta ainda que as receitas relacionadas às vendas das máquinas voadoras deverão atingir, até 2021, US$ 10 bilhões em todo o mundo, sendo a maior parte da fatia pertencente aos governos.

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O relatório sepulta qualquer possibilidade de que os drones se consolidem como um produto exclusivo do público consumidor. O setor militar continuará liderando os gastos durante o período de previsão, devido ao alto custo das máquinias e ao crescente número de países que procuram adquiri-los.

Contudo, as remessas para consumidores serão mais do que quadruplicadas até 2021, tanto pelo aumento da concorrência de preços quanto pelo surgimento de novas tecnologias capazes de tornar mais fáceis de manusear (principalmente para iniciantes), o que impulsionará a adoção dos drones cada vez mais.

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Redação do Futuro Exponencial

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