Ciência

China planeja lançar missão espacial ao lado oculto da Lua em 2018

A China revelou planos para lançar uma missão espacial ao lado oculto da Lua. Conforme o Programa Chinês de Exploração Lunar, a iniciativa será dedicada a explorar a geologia local e avaliar os efeitos da gravidade lunar em insetos e plantas. O lançamento da missão Chang’e 4 está previsto para dezembro de 2018.

A espaçonave levará a bordo um lander e um rover. Em resumo, os instrumentos deverão funcionar por cerca de três meses e um ano, respectivamente. Caso consiga aterrar ambos no lado escuro da Lua, a China superaria as conquistas históricas dos Estados Unidos e da antiga União Soviética.

Explorando a face escura da Lua

Nenhuma agência espacial conseguiu até hoje estudar a fundo o lado oculto da Lua. Um das principais razões está relacionada à geometria da face escura, que dificulta a comunicação. Em síntese, um rover estacionado na região não é capaz de se comunicar com a Terra através do corpo massivo da Lua.

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Em resumo, o lander deverá funcionar por três meses (Crédito: SASTIND)

Para resolver o problema, a China lançou, em maio de 2018, o satélite de relé Queqiao. O instrumento, enviado à órbita lunar, ficará encarregado de passar informações da Chang’e-4 de volta à Terra. Se for bem-sucedida, a missão chinesa terá uma oportunidade única de explorar a face escura com mais profundidade. 

Leia também:

  • China revela planos para levar insetos e plantas ao “lado oculto” da Lua em 2018 (aqui)

O que a NASA espera encontrar no lado oculto da Lua?

A região apresenta grandes quantidades de água congelada proveniente dos impactos de meteoros e asteroides ao longo dos séculos. Só para ilustrar: não há luz solar direta no lado oculto da superfície lunar. Sendo assim, o gelo da água não foi sujeito a sublimação e dissociação química durante esse longo período.

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O rover lunar deverá funcionar durante um ano (Crédito: SASTIND)

Em suma, a missão Chang’e 4 tem potencial de contribuir para o conhecimento científico de maneira sem precedentes na história. Além do estudo da água congelada, a iniciativa estudará a geologia local e os efeitos da gravidade lunar em plantas (batatas e arabidopsis) e insetos (ovos do bicho-da-seda).

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Redação

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