golfinhos
Tecnologia

Startup está usando inteligência artificial para decifrar a linguagem dos golfinhos

O objetivo final é nada menos que falar com os mamíferos aquáticos

Uma startup está utilizando inteligência artificial para desvendar os segredos de comunicação dos golfinhos. A Gavagai, com sede em Estocolmo, na Suécia, pretende monitorar os mamíferos aquáticos em cativeiro, em um parque de vida selvagem localizado na parte sul da cidade.

Software de análise de linguagem

Ao longo dos últimos anos, a empresa Gavagai investiu aproximadamente US$ 10 milhões para desenvolver seu próprio software de linguagem natural. A ferramenta, após muitos ajustes e correções, provou ser capaz de processar a linguagem natural da vida real e dominar 40 línguas humanas.

Em decorrência dos resultados positivos, a equipe da Gavagai decidiu usar seu know-how para dar um passo a mais: decifrar a linguagem dos golfinhos. O cofundador da empresa, Jussi Karlgren, acredita que o software poderá ajudar os humanos a compreender – definitivamente – sobre o que os golfinhos tanto falam:

Sabemos que os golfinhos têm um sistema complexo de comunicação, mas ainda não sabemos do que estão falando. Esperamos ser capazes de entender golfinhos com a ajuda da tecnologia de inteligência artificial. – Jussi Karlgren

golfinhos humanos

E se pudéssemos entender a linguagem dos golfinhos?

O projeto tem duração estimada de quatro anos e, para viabilizá-lo, a empresa contará com auxílio de pesquisadores do KTH Royal Institute of Technology. Ao final do período, os principais resultados da pesquisa serão compilados em um dicionário  próprio – de “golfinhês”, que, na visão da empresa, permitirá a comunicação com os animais.

Golfinhos e Inteligência Artificial

Compreender a linguagem dos golfinhos pode parecer uma meta incomum para uma startup. Ao menos, não é o que se costuma visualizar nos principais portais de notícias destinados a cobrir inovações e tecnologias emergentes. Mas, quando analisada sob a ótica da inteligência artificial e do Machine Learning, a meta faz todo o sentido.

Empresas como Amazon e Alphabet já estão usando a inteligência artificial e Machine Learning para responder às solicitações dos clientes e resolver problemas mais rapidamente sem precisar de uma nova programação.

Na perspectiva da Gavagai, a pesquisa não apenas ajudará a compreender a linguagem dos golfinhos, mas também irá aprimorar o software de linguagem natural. A ferramenta aprenderá com esses animais durante quatros anos e, uma vez passado o período, poderá ser utilizada para outras atividades, nos mais diversos campos.

A compreensão da linguagem dos golfinhos beneficiaria os biólogos (com a descoberta científica), as empresas (com algoritmos mais inteligentes e capazes de aprender e reaprender a todo instante) e aos consumidores (que teriam acesso a mais facilidades e funcionalidades no futuro).

Considerando que o software desenvolvido pela Gavagai já dominou as línguas humanas, direcionar seu uso para outras formas de vida parece ser um passo inteligente para que possamos nos comunicar cada vez melhor e, ao fim e ao cabo, descobrir o mundo com novas perspectivas.

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