inteligência emocional
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Inteligência emocional é a chave para o futuro?

Como estamos nos preparando para o amanhã?

Hoje falaremos um pouco sobre inteligência emocional. Ainda hoje me lembro do dia em que iniciei minha carreira profissional (lá se vão bons vinte maravilhosos anos, e que venham tantos outros).

Deixava um ambiente escolar (curso técnico) e ingressava no mercado de trabalho na área industrial, com toda a energia do mundo, desejo de crescer e “brilho nos olhos” para buscar o sucesso através de empenho, esforço e comprometimento com a organização me que dava a primeira oportunidade de emprego.

Naquele momento, a partir do primeiro dia de trabalho, percebi que deveria por em prática – além de todos os meus conhecimentos técnicos adquiridos – um conceito que havia escutado de meus mestres como sendo um grande diferencial para o futuro: a inteligência emocional (muito bem, entendo que talvez pela data que estou referindo ainda não fosse este exatamente o nome, mas os conceitos sim).

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Nós desenvolvemos habilidades muito importantes ao longo de nossa jornada (Crédito: Shutterstock)

Explico o motivo desta afirmação.

Ao ingressar no cenário profissional, passamos a conviver com uma nova realidade, visualizando questões que durante uma trajetória mais focada no ambiente escolar/acadêmico sabemos que existem, mas não se manifestam tão intensamente, como, por exemplo, a concorrência.

E não tenhamos dúvida de que essa concorrência precisa existir, pois, de forma saudável, ela estimula, faz com que o indivíduo busque novas formas de se desafiar, almejando então seu autodesenvolvimento.

A mudança de ares – antes salas de aula ou laboratórios, e agora departamentos de produção e oficinas de manutenção – não foi algo que possa citar como impossível de administrar, mas, com certeza, uma passagem onde muitas habilidades foram extremamente importantes.

Inteligência Emocional

O psicólogo Daniel Goleman divide a inteligência emocional em algumas habilidades específicas, entre elas o controle emocional, a automotivação, a empatia e a necessidade de desenvolver relacionamentos.

Creio que, destas, todas foram utilizadas em diferentes momentos – e, por vezes, todas ao mesmo tempo – e não há dúvida de com menos recursos, pois a conectividade de hoje – sustentada por muita virtualidade – era baseada em contatos diretos, “olho no olho” e muito feedback.

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O psicólogo Daniel Goleman é uma das maiores referências quando o assunto é inteligência emocional (Crédito: TED)

Como estamos nos preparando para o futuro?

Após duas décadas, faço um balanço e penso o futuro em relação à inteligência emocional: como estamos ou estaremos nos preparando? 

Afinal, seguiremos com transformações por todo lado que estivermos – os ambientes de produção serão mutantes, as formas de comunicação evoluirão, cenários políticos serão influenciados, enfim, nossas vidas certamente estarão em constante metamorfose. 

E de forma estamos nos preparando para tudo isso? Nossos níveis de relacionamento estão se solidificando ou se encontram cada vez mais “líquidos”, a ponto de termos um grau de interatividade que ambos (nós e nossas redes) consideremos superficial?

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Como estamos nos preparando para o futuro? (Crédito: Shutterstock)

E quanto a concorrência – a mesma que citei anteriormente como um ponto de desafio no início deste texto –, é factível o entendimento de que, ao mesmo tempo que serve como preocupação, traz um significado de busca por melhorias no perfil de cada um?

Acredito, sim, que o futuro pode ser uma “caixa de surpresas”, como muitos afirmam. Entretanto, prefiro investir muito nas lições do passado e na preparação do presente para estar mais apto quando ele chegar.

Estou convicto de que através da preparação pessoal (autoconhecimento), da capacitação para transformação de pontos fracos em fortes e da habilidade de buscar juntos aos meus pares cada vez mais empatia, essa missão se tornará mais suave.

Não saberia dizer se muitas pessoas estão ou estarão pensando desta forma, mas, com certeza, buscarei ser um grande multiplicador desta forma de pensamento, pois a junção de esforços para o futuro também pode (e deve) ser algo colaborativo.

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Fanático por leitura, Administrador de empresa e Especialista em logística e operações.

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