Ciência

Inteligência artificial pode agora prever quanto tempo mais você irá viver

A avaliação precisa da idade biológica e a previsão da longevidade dos pacientes sempre foram limitadas pela incapacidade dos médicos de procurar dentro do corpo e medir a saúde de cada órgão. Mas, agora, os cientistas parecem ter encontrado uma forma de prever quanto tempo mais viveremos.

Em síntese, e tudo graças à Inteligência Artificial (Artificial Intelligence – AI).

O futuro dos diagnósticos médicos

Enquanto alguns pesquisadores estão procurando maneiras de usar a AI para estender a vida humana, um grupo de pesquisadores está utilizando a tecnologia para entender melhor a morte.

Há pouco mais de um mês, cientistas da University of Adelaide, na Austrália, publicaram um estudo na revista Nature Journal Scientific demonstrando que os computadores já são capazes de prever o tempo de vida de um paciente simplesmente analisando as imagens de seus órgãos.

No estudo, os pesquisadores usaram AI para analisar a imagens das caixas torácicas de pacientes. No total, foram 48 pacientes com mais de 60 anos. O sistema foi capaz de prever quais pacientes morreriam dentro de 5 anos, com 69% de precisão. (As imagens usadas eram de pacientes, em sua maioria, falecidos, mas que tinham feito tomografias 5 anos antes de morrer).

Segundo o Dr. Luke Oakden-Rayner, radiologista e um dos principais envolvidos no projeto, no futuro a AI poderá revolucionar a forma como os diagnósticos são realizados:

Em vez de se concentrar no diagnóstico de doenças, os sistemas automatizados podem prever os resultados médicos de uma maneira que os médicos não são treinados para fazer, incorporando grandes volumes de dados e detectando padrões sutis. – Luke Oakden-Rayner

Deep Learning

O sistema utiliza a técnica de Deep Learning, em que os sistemas informáticos podem aprender a analisar imagens. O Deep Learning é uma técnica de Machine Learning e, consequentemente, de IA. As expressões geralmente causam confusão e são difíceis de delimitar.

Para o jornalista de tecnologia Michael Copeland, a maneira mais fácil de pensar sobre o relacionamento das três áreas é visualizá-las como círculos concêntricos. A AI é maior delas – e a que veio primeiro –, seguido do Machine Learning – que floresceu depois. E, finalmente, o Deep Learning, que contém parte de ambos.

prever inteligência artificial
Ilustração de Michael Copeland

Prever o futuro dos pacientes

Para Oakden-Rayner, o estudo foi o primeiro a combinar imagens médicas e inteligência artificial. Além disso, seus resultados terão desdobramentos para o diagnóstico precoce de doenças graves:

Prever o futuro de um paciente é útil porque pode permitir aos médicos adaptar os tratamentos ao indivíduo.

Apenas uma pequena amostra de pacientes tenha sido utilizada no estudo. Contudo, as conclusões sugerem que o computador aprendeu a reconhecer as aparências complexas de imagens de doenças.

Em resumo, a próxima etapa da pesquisa envolve a análise de dezenas de milhares de imagens de pacientes. Ao incentivar um tratamento mais preciso usando dados fundamentais mais sólidos, a inteligência artificial tem o potencial de fornecer aos pacientes cuidados de saúde menos intrusivos.

Enfim, qual a consequência mais óbvia e emocionante do estudo? Embora inicialmente se concentrasse na morte, seus desdobramentos acabaram ajudando a preservar vidas.

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Redação

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