Negócios

A inteligência artificial no mundo das organizações

A inteligência artificial no mundo das organizações. Quando as pessoas ouvem falar sobre Inteligência Artificial, coisas como Deep Learning, robôs e a automação de tarefas repetitivas em empresas geralmente vêm à mente.

Atualmente, a pesquisa de Inteligência Artificial é realizada em nichos, também chamada de IA Estreita (Narrow AI), não é capaz ainda de tirar conclusões baseadas no senso comum.

O principal obstáculo ao uso corrente da Inteligência Artificial (IA) é a dificuldade de eliminar os vieses nos resultados gerados nos algoritmos utilizados, que são treinados em dados que, em sua origem, muitas vezes também contêm esses vícios, o que acaba criando uma automação de decisões que podem ter impacto na vida das pessoas.

As pessoas geralmente nem sequer estão cientes desses fatos e, com as novas leis de proteção de dados no mundo, o desenvolvimento e uso de IA em áreas como serviços de Saúde e de Governo, que lidam com dados sensíveis das pessoas, também precisam ter uma Estratégia de Governança de Dados com supervisão humana, de modo a evitar vieses e erros.

Para resolver esse problema, é importante tornar “claro” que premissas e fatores foram considerados para gerar um resultado do algoritmo de aprendizado de máquina. Em outras palavras, a capacidade de um operador humano de poder explicar e interpretar os resultados gerados por esse algoritmo no contexto do problema.

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A pesquisa de Inteligência Artificial é realizada em nichos (Crédito: Adobe Stock)

Inteligência artificial e hierarquia das organizações

A adoção de uma estratégia de Inteligência Artificial deve ser considerada, no meu ponto de vista, a partir de duas abordagens na hierarquia das organizações, uma de baixo para cima (Bottom-up) e outra de cima para baixo (Top-down), respectivamente de modo a entender a partir das pessoas da linha de frente o que elas pensam que pode ser melhorado e pela direção da organização, que exerceriam o papel de filtrar e obter uma visão mais clara do todo, para, no final, formularem a versão definitiva.

Uma vez que uma aplicação é adotada em um mercado específico ou organização, com o passar do tempo, outros tentam adaptar a solução à sua própria realidade, a fim de permanecerem competitivos. Nesse processo do chamado “Ciclo de vida de adoção tecnológica” os inovadores e os early adopters (adeptos iniciais) de uma tecnologia, em função do pioneirismo tendem a obter vantagem competitiva diante de potenciais concorrentes.

O resultado da adoção da IA de forma ampla mundialmente, no meu ponto de vista, acarretaria a melhoria do processo decisório na gestão de empresas, sociedades e governos em geral, com ganhos de produtividade que resultariam em preços mais baixos para produtos e serviços, que poderiam se traduzir em uma melhoria no acesso e nos custos da Assistência Médica, ajudando também a solucionar indiretamente problemas de pobreza em todo o mundo.

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Renato Azevedo Sant'Anna

Renato Azevedo Sant'Anna trabalha como Estrategista Digital / Consultor de Insights & Data Intelligence. Graduado em Engenharia da Computação e MBA Analytics em Big Data pela FIA e MBA em Marketing pela FGV. Tem experiência com Inteligência de Negócios em canais digitais desde 2011.

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