Índia
Ciência

Índia anuncia planos para pousar na Lua em 2018

Pela primeira vez na história, o país poderá marcar sua presença na superfície lunar

A Organização Indiana de Pesquisa Espacial (ISRO) anunciou planos para lançar e pousar um rover na Lua em 2018. A missão, chamada Chandrayaan-2, pretende criar um mapa tridimensional detalhado da superfície lunar e garantir o assento da Índia entre os principais players da corrida espacial do século XXI.

A Índia será o primeiro país a explorar a Lua nos últimos quatro anos. O último desembarque bem-sucedido ocorreu em 2013, quando o rover chinês não tripulado Yutu percorreu o solo lunar. Antes disso, devemos retornar a década de 70, quando os Estados Unidos ainda investiam nas missões lunares.

Os planos da Índia

Em hindi, a língua mais falada pelos indianos, o termo ‘Chaand’ significa ‘lua’.  Já ‘Chandrayaan’ equivale a ‘veículo da lua’ ou ‘jornada da lua’. Embora Chandrayaan-2 não seja a primeira missão do país à Lua, é certamente o projeto de exploração mais ambicioso do governo indiano até o momento.

Com um peso aproximado de 3.290 kg, a missão incluirá três veículos não tripulados: um rover (veículo de exploração espacial para se mover na superfície), um orbiter (embarcação que se deslocará acima da superfície da Lua) e um lander (embarcação que descarregará o rover na Lua).

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A missão Chandrayaan-2 incluirá três veículos não tripulados (Crédito: ISRO)

A missão transportará um rover de seis rodas, que se movimentará na superfície lunar de forma semi-autônoma, ou seja, dependendo em parte de comandos terrestres. Os instrumentos da máquina coletarão dados das rochas e do solo, realizarão análises químicas e enviarão os resultados à ISRO.

Enquanto o rover analisa o solo e as rochas, a orbiter criará um mapa 3D detalhado da Lua. Os equipamentos incluem espectrômetros para mapear elementos significativos presentes na superfície lunar, além de radares para sondar a presença de elementos como gelo e água.

Finalmente, o lander fará um pouso suave para descarregar o rover e examinará de perto a crosta lunar e o manto. Os equipamentos incluem uma câmera de navegação, um altímetro, um medidor de velocidade, um acelerômetro e o software necessário para executar todos estes componentes.

Aprendendo com o passado

A ISRO está tomando providências para que a missão não tenha o mesmo destino da Chandrayaan-1. Lançada em outubro de 2008, com um valor avaliado de US$ 83 milhões, a nave espacial se perdeu na órbita lunar em novembro daquele mesmo ano, vindo a ser encontrada pela NASA somente em 2016.

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A ISRO está se preparando para lançar a segunda missão até março de 2018 (Crédito: Shutterstock)

Contudo, uma das sondas que atingiu a superfície da Lua reuniu dados suficientes para confirmar a presença de “água magmática” em uma das crateras. A descoberta, somada à ambição de integrar o “clube da lua”, levou o governo indiano a financiar a nova missão, avaliada em US$ 93 milhões.

É logicamente uma extensão da missão Chandrayaan-1 – Mylswamy Annadurai (Diretor do projeto na ISRO)

A ISRO está se preparando para lançar a segunda missão até março de 2018. Chandrayaan-2 será levada ao espaço em um dos foguetes de três estágios da agência, denominado Geosynchronous Satellite Launch Vehicle Mark II. O lançamento ocorrerá na ilha de Sriharikota, localizada na costa leste do país.

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