Cultura

Este incrível planetário será construído no meio de uma floresta da Noruega

A empresa de arquitetura Snøhetta revelou intenções de construir um planetário no meio da floresta de Harestua, na Noruega. Chamada Solobservatoriet, a instalação promoverá atividades científicas aos visitantes e terá um papel fundamental para monitorar terremotos na região dos Alpes Escandinavos.

Conhecida por seus projetos ousados, Snøhetta recentemente anunciou planos de construir o primeiro restaurante submarino da Europa em Lindesnes. Com o novo Solobservatoriet, a empresa busca difundir ainda mais seu trabalho – para além das 30 nações para as quais já oferece seus serviços.

Um planetário no meio da floresta

O observatório será construído na floresta de Harestua, localizada a 45 quilômetros de Oslo. Com cerca de 1.500 m², a nova estrutura será “orbitada” por sete cabines interestelares, que, apesar de suas propriedades esféricas, não são baseadas em planetas, mas sim em objetos espaciais imaginados.

A ideia de uma cúpula dourada rodeada por “corpos espaciais” surgiu durante a fase de concepção do projeto. Após estudar afundo os princípios básicos da astronomia, os arquitetos da Snøhetta concluíram que simular movimentos orbitais em torno de uma estrutura central causaria surpresa e admiração.

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O observatório será construído na floresta de Harestua (Crédito: Snøhetta)

As instalações oferecerão uma gama de atividades científicas aos visitantes. Cientistas, pesquisadores, estudantes e turistas de todos os cantos embarcarão em uma jornada pelo mundo da astronomia, aprendendo sobre planetas, corpos celestes, estudos solares e fenômenos naturais – como as auroras boreais.

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A cúpula central será orbitada por sete “cabines interestelares” (Crédito: Snøhetta)

No coração do planetário haverá um teatro em forma de cúpula, que será destinado a ensinar astronomia por meio de projeções de planetas e estrelas. Com capacidade para 100 pessoas, a estrutura abrangerá um café, uma recepção, uma rampa rodopiante e um mezanino para exposições científicas.

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No coração do planetário, um teatro celeste em forma de cúpula (Crédito: Snøhetta)

A instalação foi encomendada pelo Instituto Tycho Brahe, que colabora com pesquisadores e organizações do mundo todo por meio de observações de atividade de meteoros, terremotos e gases climáticos. Com o novo observatório, o instituto deseja despertar o interesse pela astronomia na região.

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As instalações oferecerão uma gama de atividades científicas aos visitantes (Crédito: Snøhetta)

As construções de Solobservatoriet deverão ser concluídas em 2020. Os arquitetos da Snøhetta estão confiantes de que o observatório poderá se tornar um “centro de conhecimento acessível ao público internacional”, oferecendo um amplo espaço para exposições científicas, palestras, cursos e seminários.

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Redação

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