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Virtualidade

Implantes de estimulação nervosa podem levar a realidade virtual ao próximo nível

A técnica pretende tornar as experiências virtuais mais imersivas

O cofundador da empresa Oculus VR, Palmer Luckey, está explorando o uso de implantes de estimulação nervosa para tornar as experiências de realidade virtual (VR) mais imersivas. A ambição foi revelada pelo empreendedor durante um recente evento sobre o futuro da VR para adultos.

Implantes de estimulação nervosa

A técnica permitiria que os usuários se movimentassem no mundo virtual mesmo permanecendo imóveis no mundo físico. Contudo, mesmo com estimulação nervosa, Luckey não vê possibilidade de eliminarmos tão cedo os head-mounted displays (HMDs) das experiências de VR.

Acredito que ainda vamos usar HMDs porque o nervo óptico, o link do olho para o cérebro, tem tanta informação, tão alta largura de banda, que não acho que os implantes sejam uma maneira tão boa quanto os HMDs. – Palmer Luckey

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Palmer Luckey vendeu a Oculus VR para o Facebook em 2014 (Crédito: Getty Images)

Encontrar uma alternativa tecnológica para substituir o nervo óptico não é tão simples quanto parece. Com função sensitiva, o nervo óptico capta as informações presentes na retina através dos cones e bastonetes (chamados de fotorreceptores), que são estimulados pela luz projetada em objetos.

Após capturar a luz que chega à retina, os fotorreceptores transmitem para o cérebro um impulso nervoso. Por sua vez, o cérebro traduz estas informações para que possamos enxergar. Sem luz, cones e bastonetes não funcionam. Sem luz, o cérebro não reconhece imagens. Sem luz, não enxergamos.

Tornando a realidade virtual mais imersiva

Luckey não é o único inovador que procura tornar as experiências de realidade virtual mais imersivas. Algumas empresas estão trabalhando em periféricos para imitar as condições ambientais (como vento e temperatura) e até em eletrodos para que usuários experimentem sabores no mundo virtual.

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Luckey pretende tornar as experiências de realidade virtual mais imersivas (Crédito: Getty Images)

De todo modo, caso sejam bem sucedidos, os implantes de Luckey mudariam completamente o modo como os sistemas de VR interagem com nossos corpos, oferecendo um novo nível de imersão. A maior dificuldade talvez seja encontrar profissionais médicos dispostos a implantar os dispositivos experimentais:

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A ideia de usar implantes de estimulação nervosa vem ao encontro do que Elon Musk e Bryan Johnson buscam concretizar, respectivamente, com as empresas Neuralink e Kernel. Ambas as organizações pesquisam a tecnologia denominada interface cérebro-computador (Brain-Computer Interface – BCIs).

A diferença é que as BCIs são muito mais ambiciosas e envolvem o implante (invasivo) de pequenos eletrodos no cérebro, os quais poderiam fazer o download/upload de nossos pensamentos para impulsionar nossas habilidades cognitivas e, consequentemente, nos tornar seres superinteligentes.

Embora as pesquisas relacionadas a implantes de estimulação nervosa e BCIs sejam embrionárias, os pesquisadores acreditam no potencial para transformar radicalmente as indústrias. E, nesse contexto, tornar as experiências de VR mais imersivas talvez seja apenas a ponta do iceberg.

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