Negócios

O futuro e a perpetuação das empresas

Ao olhar para história recente vemos as transformações de mercados e negócios que têm condenado empresas, de todos os setores e tamanhos, ao desaparecimento. De grandes multinacionais a médias empresas, passando por pequenos empreendimentos, todas sofrem de elevada mortalidade empresarial.

Gestores e empresários lutam diariamente por metas, crescimento, margens, conquista e retenção (de clientes e colaboradores – talento), tentando incessantemente movimentos que não os tiram do lugar. É como se remassem contra a maré, que fica mais forte a cada ano que passa.

Vivemos uma realidade empresarial em permanente mudança, de coexistência de várias gerações (até 5 gerações diferentes hoje trabalham em um mesmo ambiente corporativo), obrigando ao redesenho de estruturas hierárquicas, politicas de liderança e processos de gestão; do aumento da concorrência em todos os níveis; do aumento da expectativa de vida (que atingirá 100 anos); e claro, do aumento da exigência por parte dos agentes da cadeia de valor, desafiando verdades absolutas e pilares até agora inquestionáveis da gestão de empresas.

Nada será como antes

O momento atual pauta-se pela elevada disponibilidade e facilidade de acesso à informação, geradora de conhecimento rapidamente aplicável, fruto de um mundo conectado a elevadas velocidades com preços cada vez mais baixos, que dão origem a movimentos rápidos da concorrência, a clientes mais informados e exigentes; e à absoluta necessidade de diferenciar para sobreviver, e posteriormente crescer.

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O momento atual pauta-se pela elevada disponibilidade e facilidade de acesso à informação (Crédito: Shutterstock)

Aprendemos nas universidades a olhar os históricos passados e os benchmarks presentes, tentando encontrar inspiração para melhorar as nossas performances de negócio. Sabemos hoje que, tão ou mais importante do que conhecer o passado e o presente, precisamos entender para onde caminhamos, que futuro nos espera ali à frente.

Empresas que não olharem para a frente dificilmente conseguirão trilhar o caminho do sucesso. É como se estiver a conduzir um carro. Se só olhar o retrovisor e as janelas laterais provavelmente não conseguirá manter-se na estrada por muito tempo.

As empresas devem olhar para o futuro

Gerir empresas é assim também. Precisamos ver o que está atrás e ao lado sim, mas é fundamental ver o que está à frente na estrada, para decidir para onde vamos e em que velocidade. Empresas que não olharem para o futuro estarão condenadas ao fracasso e ao desaparecimento.

Temos empresas do século XIX, seguindo culturas e regras da Segunda Revolução Industrial, colaboradores do século XX, fechados em caixas, ferramentas e decisões racionais, e clientes do século XXI, atentos, conectados, exigentes e críticos.

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Empresas que não olharem para o futuro estarão condenadas ao fracasso e ao desaparecimento (Crédito: Shutterstock)

O mundo está cheio de oportunidades, para aqueles que as conseguirem identificar antes e que as consigam transformar em valor superando o desafio da execução.

A história premiará os ousados, os atentos e os corajosos que caminham para a frente. Por outro lado lembrará aqueles que tendo potencial não chegaram lá, por manifesta falta de visão. Como quer ser lembrado pela história?


Assina o texto: Luis Rasquilha (CEO da Inova Consulting e Inova Business School)

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Inova Consulting

A Inova Consulting é uma empresa global, com matriz no Brasil e presença na Europa e Estados Unidos, que atua na consultoria e treinamento de futuro, tendências e inovação estratégica para a gestão. Através do conhecimento dos cenários, das megatendências, das tendências comportamentais e das tendências de negócio, produz insights aplicáveis aos negócios, com DNA inovador e forte orientação ao futuro.

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