Negócios

O futuro dos negócios

O futuro dos negócios. Continuamos insistindo nas previsões do futuro. É comum em palestras e debates perguntas sobre como será o mundo daqui para frente.

Se fosse curiosidade seria ótimo, mas percebo nas entrelinhas a tradicional busca de certezas e garantias sobre algo que está por vir e é absolutamente desconhecido, para que nós, seres de pensamento linear, possamos tomar decisões em cima de fatos concretos, tendências exatas e gurus famosos que enxergam as coisas antes do tempo.

Não há resposta

A resposta para estas perguntas é sempre a mesma: não há resposta. O futuro emite sinais de diferentes intensidades! Futuros prováveis se apresentam pela rota lógica de alguns eventos. Futuros surpreendentes ou disruptivos podem surgir inesperadamente e precisamos estar preparados.

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Futuros transformacionais certamente surgirão a longo prazo, e os futuros preferidos  são onde todos nós podemos agir. Parte do futuro pode ser criado.

O mundo dos negócios anda confuso

Empresas tradicionais tentando cuidar do seu dia a dia em um país de muitas dificuldades, grandes empresas  buscando respostas para os próximos anos, startups, aceleradoras, empresas digitais e exponenciais surgem por todos os lados.

O futuro do mundo pode ser maravilhoso ou sombrio, depende de como nós humanos tomarmos decisões coletivas agora, e o quanto soubermos trocar exponencial por ético e sustentável, e disruptivos por renovação e reinvenção.

No futuro dos negócios e da sociedade, a inteligência coletiva vem ganhando espaço, assim como o trabalho colaborativo.

A economia já iniciou um novo ciclo, pós digital, com micro ecossistemas tendendo a serem mais fortes que os grandes sistemas, com comunidades de forte identidade social e o trabalho Peer to Peer entre industrias,  governos, corporações e instituições. A economia pós moderna será auto realizável e auto regulamentável.

Nas discussões globais sobre os futuros, é comum a influência da inteligência coletiva em interação, fora de qualquer controle ou padrão. Os diversos ecosssistemas se organizam de forma natural em prol de um objetivo global comum.

A tradicional escola de administração já iniciou seu caminho de extinção

A gestão de negócios vem sendo trocadas por curadoria, a hierarquia por trabalho em rede, as metas por propósito e o formato de trabalho mudará radicalmente nos próximos anos frente à próximas revoluções e Mega Transformações.

A era digital inicia o ciclo de 20 ou 25 anos de mudanças profundas e significativas que mudam a vida humana de forma radical e inimaginável até agora.

Empresas que ainda não iniciaram seu processo de digitalização e reinvenção podem estar colocando sua história e seu futuro em risco.

Plano de Negócio já foi substituído por modelagem, Planejamento Estratégico requer Prospectiva ou se tornará um fracasso, a estratégia exige toques contemporâneos e não mais metas e planos de ação departamentais, a inovação requer inteligência, decisão, projeto e altíssimo engajamento dos decisores.

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O mundo dos negócios anda confuso (Crédito: Adobe Stock)

Experimentamos o novo mundo de forma curiosa e isto já gerou muito aprendizado para o grupo humano. Promovemos labs, hackatons, Corporate Ventures, e já percebemos o que funciona bem e o que não funciona tão bem assim.

O momento agora é de recuo, estratégia, debate, aprendizado e fortes decisões. CEOs que não promoverem este movimento podem ter seu legado comprometido nos próximos anos. (Leia também sobre os Líderes Exponenciais)

Empresas que não forem capazes de olhar para os diferentes futuros com metodologia e disciplina, de engajar inovadores estratégicos em torno de projetos de transformação e mudança aceleradas teórica e práticas podem gastar mal seu tempo e seus recursos.

Ecosistemas distribuídos em empresas sem dono vem surgindo no mundo, e organismos transversais até então inimagináveis são o próximo passo.

Onde sua empresa está colocando sua energia, no passado, no presente ou nos futuros possíveis? O futuro a partir de agora é de que se prepara com sabedoria, não apenas com festa disruptiva.

Em direção ao futuro

Se eu fosse um CEO, daria alguns passos decisivos em direção ao futuro:

  1. Evitaria frases como: estou sem tempo ou tenho queimante o foco nas metas e voltaria para a sala de aula, com conteúdos disruptivos e ligados ao mercado digital e exponencial;
  2. Aprenderia sobre a Arte da Estratégia e sobre Estratégia Exponencial;
  3. Chamaria meu board para debater os futuros possíveis do negócio, e contrataria um futurista qualificado com metodologias para mediar a discussão;
  4. Discutiria com os acionistas o investimento dos próximos anos, e quanto tempo suportaríamos um ROI negativo para que a empresa pudesse se reinventar;
  5. Desenharia de forma colaborativa, mas precisaria de um belíssimo programa de inovação com foco no médio e longo prazo, capaz de lidar com o presente, com o futuro emergente e com o futuro transformacional;
  6. Incluiria na discussão os aspectos sociais, políticos, econômicos, tecnológicos e ambientais que envolvem meu negócio;
  7. Identificaria os atores influentes do processo de mudança;
  8. Elegeria uma equipe guia que tenha possibilidade de desmontar sabotagens e que garanta que o grande projeto não se perca em milhares de pequenas iniciativas.

E por fim, teria em mente que esta é uma obra de alto impacto, que demora, tem adversidades, altos e baixos e que se der mais certo que errado, pode levar a humanidade a um próximo nível.

Se protagonistas deste tipo de história pode fazer com que CEOs assim se tornem memoráveis para o mundo.


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Jaqueline Weigel

Futurista, Humanista, Estrategista de Inovação, Instrutora de Liderança Exponencial e CEO da W Futurismo.

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