Cultura

O futuro do Brasil

Que futuro você quer para o Brasil? Obviamente um futuro ético onde o governo funcione em prol do cidadão – não em favor dos políticos –, com oportunidade de trabalho, saúde e segurança a toda população. Estes são desejos comuns a quase todos os brasileiros.

Observando os enfrentamentos que tomam o lugar do debate democrático, conclui-se que na rede social o debate é impossível. Perdemos um tempo precioso discutindo o que acaba em um vazio. Como diz o cientista politico Heni Ozi Kukier, o nome disto é cacofonia digital: uma troca vazia e insensata de palavras.

A melhor forma de dialogar é ouvir percepções diferentes da sua, aprender com elas e argumentar com educação sobre o que você percebe, mas poucos são competentes para esse tipo de conversa.

A ira comum no momento em que alguém tem uma opinião diferente ou não concorda com a sua é destrutiva socialmente e mostra quão infantis ainda somos. Os termos certo e errado, concordo ou não concordo são nocivos para os relacionamentos humanos, porque se baseiam em verdades e valores pessoais, pobres frente à infinidade de ideias do mundo.

Futuristas globais têm visão sistêmica e incluem nos cenários do futuro os aspectos sociais, econômicos, tecnológicos, ambientais e políticos. Talvez, em um futuro distante, não precisaremos de governos. E teremos micro ecossistemas sociais capazes de se autorregular sem interferência externa.

A herança do Brasil para o futuro

O Brasil carrega uma herança política e econômica negativa que teremos que acertar nas próximas décadas. Talvez seja necessário mais um tempo para que nossa realidade seja diferente. Em um país deste tamanho nada é rápido.

Precisamos mudar a cultura, eliminar os vícios, capacitar políticos e eleitores, mudar o sistema vigente. E, acima de tudo, nos tornarmos capazes de, mesmo com diferenças e divergências, trabalhar por um objetivo comum: construir um país melhor para nossa geração e para gerações futuras.

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Em um país deste tamanho nada é rápido (Crédito: Adobe Stock)

O que estamos fazendo de fato para isso? Julgando e atacando uns aos outros na rede enquanto eventos como o da semana passada acontecem? Esfaquear um candidato? Inaceitável mas altamente provável. Estamos alimentando revoltas silenciosas há anos com os discursos de ódio, intolerância e baixa inteligência politica.

A inteligência coletiva elegerá quem a maioria da população julgar adequado neste momento. Não é mais sobre o melhor marketing, super ministros ou antigos líderes decadentes que não sabem ceder seu espaço a novos influenciadores.

Como criar um futuro melhor

Precisamos nos tornar politizados, estudar os candidatos, ouvir as propostas, debater sem atacar os outros e decidir na hora da urna em quem queremos apostar. E acompanhar nosso candidato ao longo do seu caminho politico.

Alguém será vencedor e os demais serão voto vencido, e, mesmo assim, temos um país para reerguer. Estamos atrasados em vários aspectos. Enquanto o mundo anda para frente, nós andamos em círculos porque insistimos em fomentar conflitos em vez de nos unir em torno do mesmo objetivo.

O Brasil não é mais o país do futuro e mostra um presente preocupante. No meio deste caos, precisamos de sabedoria e estabilidade. E não mais de aventuras como as que nos trouxeram para este buraco.

Assim como o futuro, o resultado da eleição não é previsível. Calma e consciência são as palavras do momento.

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Jaqueline Weigel

Futurista, Humanista, Estrategista de Inovação, Instrutora de Liderança Exponencial e CEO da W Futurismo.

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