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Futurismo ou oportunismo?

Um educa, o outro vende... onde você está apostando suas fichas?

Futurismo ou oportunismo? O papo de hoje é sobre o aprendizado futurista. Navegando pelos diversos ecossistemas digitais, percebo claramente que se apresentam dois tipos de personagens nas abordagens sobre o futuro.

O primeiro ponderado, embasado em estudos e consistente; e o segundo, regado a muito marketing, a teoria rasas, a ameaças e a um certo terrorismo que anuncia o fim do mundo atual, do emprego, da raça humana e do sistema laboral.

Há um fundo de verdade nestas ameaças, sem dúvida, mas nos estudos sobre futurismo aprendemos que um bom futurista traduz tendências, cria empatia, intimidade, incentiva pessoas a imaginar criativamente cenários futuros para que elas se aproximem de todas estas informações e tomem melhores decisões no presente.

Futuristas sérios não fazem predições e, sim, trazem clareza sobre coisas que já acontecem e tendências que podem ou não acontecer nos próximos anos. O futuro não é conhecido por ninguém.

O mercado é livre e cada um aborda seu público ou cliente como desejar. Estamos criando novas experiências. Assuntos novos exigem responsabilidades. O que estamos gerando nas pessoas com esta enxurrada de notícias sobre o desconhecido, o disruptivo, o futuro do mundo?

O novo mundo

De que forma estamos manifestando e contando para as pessoas sobre as novidades? Percebo angústia, medo, ansiedade na maioria das pessoas que acaba, não sabendo por onde começar, nem o que fazer com tudo isto que aprendeu.

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Futurismo ou oportunismo?

A neurociência prova que ninguém aprende sob pressão, nem consegue ser criativo ou imaginativo quando se sente ameaçado! Calma, o mundo está acelerado, mas pressa e atropelo são diferentes de velocidade. Estamos cada vez mais ausentes de nós mesmos. Portanto, incapazes de aprender ou de construir algo sólido.

Como tudo que é novo, o assunto futurista vem ganhando espaço no mundo, e neste mar já navegam figuras respeitadas e consistentes. Na semana passada ouvi um jovem futurista no IFTF, Institute for The Future, e percebi a forma elegante e respeitosa como ele apresenta as tendências do mundo dos negócios.

As emoções da plateia são regadas a fé, entendimento e esperança, motores propulsores de qualquer movimento de avanço humano. Sou estudante da Singularity University, acompanho as pesquisas do The Millennium Project, estudo com futuristas do Brasil e do mundo.

E, cada vez mais vejo que falar do assunto, requer consciência e responsabilidade. Nem todos irão ao Vale do Silício (e só isto não basta); nem todos conseguirão acessar os estudos futuristas em curto espaço de tempo.

Mas todos precisarão destas informações, do conhecimento, do conteúdo para adaptarem suas vidas, carreiras e negócios para futuro emergente. O mundo já será diferente em 2018 e 2020. Estamos falando de um presente estendido.

Futurismo ou oportunismo?

Algumas recomendações para quem deseja aprender ou se atualizar sobre as mudanças do mundo:

  • Leia sobre futurismo e sobre a Quarta Revolução Industrial, não apenas sobre startups, Inteligência Artificial ou tecnologias que compõe a revolução do mundo;
  • Busque fontes de conteúdo globais não um só ecossistema. O mundo anda discutindo este assunto;
  • Fuja de discursos regados a gatilhos mentais comerciais que no final querem apenas vender algo milagroso para você ou para sua empresa;
  • Escolha os temas que mais lhe interessam e aprofunde-se! A mente precisa de estrutura e lógica para trabalhar em planos reais;
  • Teste as teorias na prática. Use o que aprendeu de alguma forma em eventos pontuais. Analise as possibilidades e o aprendizado a todo momento;
  • Compare os discursos sobre o futuro. Muita gente muda de palco mas fala mais do mesmo o tempo todo;
  • Compreenda que a informação está ao alcance de todos, mas em algum momento aprofundar o seu estudo é necessário;
  • Crie uma trilha de aprendizado que faz sentido para você e para a sua realidade. Peça inputs de outras pessoas que também em estão aprendendo sobre o assunto.

Tudo que é novo vira pop. Quando pop, nos esgota no momento seguinte. Acabamos perdendo o senso racional e emocional, esquecemos do que estamos falando, porque e como vamos usar tudo isto na prática. Inovação, transformação digital, tecnologias, transformação do mundo dizem respeito a todos nós.

Atualize-se o tempo todo, mas escolha muito bem onde gastará seu tempo de estudo. Este é um tempo que determinará seu grau de desenvolvimento e prontidão para o novo mundo que vem por aí.

Futurismo ou oportunismo?


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Especialista em desenvolvimento estratégico de liderança. Coach para C-Suite PCC/ICF. Pesquisadora de Futurismo e Empresas Exponenciais. Estrategista na construção de novas culturas corporativas. Diretora da W Aceleradora de Transformação de Negócios.

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