Negócios

Fintechs, Inteligência Artificial e Economia das Plataformas

Até 2020, há previsão de que grande parte dos serviços financeiros serão quase ou totalmente automatizados. E um grande destaque atualmente pode ser dado para as startups desse setor, também chamadas de Fintechs, que se propõem a facilitar a vida dos clientes por meio da disponibilização de aplicativos inovadores que oferecem serviços virtuais de maior conveniência com menor burocracia.

Fintechs e Inteligência Artificial

O que ajudou a propiciar a grande inovação das Fintechs foi a aplicação da inteligência artificial no oferecimento de serviços financeiros personalizados, que tendem a mudar a experiência do usuário (cliente), pois informações de navegação e de hábitos online, assim como aquelas fornecidas pelo usuário, servirão de parâmetro para a customização dos serviços – como, por exemplo, na possibilidade da obtenção de crédito mais barato, baseada em uma análise mais apurada do risco de crédito.

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As Fintechs se propõem a facilitar a vida dos clientes (Crédito: Shutterstock)

Outros exemplos que podemos citar no uso da inteligência artificial em serviços financeiros é o banco poder antecipar alguma necessidade sua e oferecer recomendações de serviços ou promoções com base na análise de suas transações ou poder identificar fraudes em função do seu histórico com a instituição financeira.

Também podemos citar a utilização da tecnologia de processamento de linguagem natural na adoção de avatares virtuais para atendimento, também chamados de (bots), que são capazes de se passarem por um ser humano ao responderem perguntas por texto ou por voz, interagindo com a pessoa que está demandando por um serviço financeiro.

Economia das Plataformas

Muitas das soluções tecnológicas de startups que fizeram sucesso se baseiam no conceito de “marketplace”, nas quais estas empresas desenvolvem aplicativos com foco na resolução de problemas específicos, onde acabam atuando como uma plataforma que conecta quem oferta seus produtos e serviços e quem os consome.

Outro nome para esse fenômeno é de “Economia das Plataformas”, também chamado em inglês de “Two-Sided Markets” ou “Two-Sided Networks”, onde a rentabilidade cresce com o aumento do número de usuários, ou seja, a viabilidade econômica da operação da “plataforma” ocorre pelo efeito de rede gerado e por ganhos de economia de escala.

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O Bitcoin atualmente é a moeda virtual de maior adoção (Crédito: Shutterstock)

Reportagens recentes atribuem que o valor intrínseco de uma criptomoeda ou moeda virtual está ligado ao seu efeito de rede ou no termo em inglês “Network Effect”. O Bitcoin, moeda virtual que não está ligada a nenhum Banco Central ou governo, e que permite a compra de bens e serviços tanto no mundo físico quanto no virtual, como já é o caso de vários lugares em países desenvolvidos, completou 10 anos em 2018.

O Bitcoin atualmente é a moeda virtual de maior adoção pelas pessoas no mundo, e que se utiliza da tecnologia de Blockchain para funcionar de maneira descentralizada. Essa tecnologia também está atualmente em fase de testes pelos grandes conglomerados financeiros internacionais, com a promessa de trazer benefícios como ajudar a aumentar a transparência do sistema como um todo, diminuir os custos das transações bancárias, e o de exigir menor infraestrutura tecnológica. Sua adoção pelo sistema bancário tende a acelerar ainda mais a transição do atendimento físico pelo virtual.

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Renato Azevedo Sant'Anna

Renato Azevedo Sant'Anna tem 35 anos, trabalha atualmente como Estrategista Digital / Consultor de Insights & Data Intelligence. Graduado em Engenharia da Computação e MBA Analytics em Big Data pela FIA e MBA em Marketing pela FGV. Tem experiência com Inteligência de Negócios em canais digitais desde 2011.

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