mamutes
Ciência

Bilionário americano financia experimento para trazer mamutes “de volta à vida”

Peter Thiel investiu US$ 100.000 para reviver os paquidermes extintos

O bilionário americano Peter Thiel está financiando um experimento para ressuscitar o mamute-lanoso, extinto há mais de 5 mil anos. A pesquisa, conduzida pelo geneticista George Church, envolve extrair o DNA de mamutes congelados e usá-lo para modificar geneticamente células de elefantes.

De acordo com o escritor Ben Mezrich, em seu livro Woolly (2017), a doação de Peter Thiel ocorreu em 2015, durante um café da manhã com George Church. Na ocasião, o bilionário disse que gostaria de financiar “a coisa mais louca” que o professor da Universidade de Harvard estava pesquisando.

Church sugeriu três possibilidades: um esquema anti-envelhecimento e terapia gênica, um projeto ligando neurônios e inteligência artificial, e uma tentativa de ressuscitar o mamute-lanoso (mammuthus primigenius). Thiel acabou escolhendo a última opção e doou, silenciosamente, US$ 100.000.

mamutes peter

Peter Thiel está financiando um experimento para ressuscitar o mamute-lanoso (Crédito: Founders Fund)

Embora Thiel tenha negado o investimento nas mídias sociais, não é tão surpreendente seu interesse em ressuscitar animais extintos. Em recentes entrevistas, o bilionário declarou que pretende viver para sempre e que todos deveriam ver a morte como uma inconveniência capaz de ser interrompida.

Ressuscitando mamutes extintos

Segundo o livro, a pesquisa de Church é uma espécie de Jurassic Park da vida real. Mas, em vez de clonar um dinossauro com DNA preso em âmbar, seriam usadas técnicas de edição de genes (CRISPR) para modificar células de elefantes, cujas características físicas são similares a dos mamutes.

mamutes morte

Ao extrair o DNA de mamutes congelados, os cientistas modificariam células de elefantes (Crédito: Getty Images)

A iniciativa não necessariamente permitiria ressuscitar os paquidermes extintos, mas criaria um animal híbrido. Em resumo, a combinação entre o material genético de um elefante e de um mamute-lanoso originaria uma nova espécime: um elefante com características de mamute (e vice-versa).

Biologia da ressurreição

Os projetos de reavivamento (de-extinção) estão provocando intensos debates éticos em todo o mundo. Enquanto alguns cientistas acreditam que a ressurreição de animais extintos ajudará a preservar espécies ameaçadas, há quem afirme que a edição de genes destruirá os ecossistemas existentes.

mamutes 3d

Os mamute-lanosos foram extintos há mais de 5 mil anos (Crédito: Shutterstock)

Seja como for, é inegável que os cientistas precisam compreender melhor o papel que animais como os mamutes tiveram em nossos ecossistemas. Teriam estes paquidermes sido extintos por doenças, condições climáticas ou porque seu habitat estava perdido, juntamente com o mundo da era do gelo?

Como as encarnações modernas destas criaturas afetariam outros animais e plantas? De que forma os novos animais impactariam o planeta como um todo? Enquanto as respostas não surgem, a busca pelo progresso segue conduzindo cientistas e pesquisadores a se debruçar sobre a biologia da ressurreição.

George Church é, certamente, um dos casos. O geneticista está confiante de que será capaz de “ressuscitar” um mamute-lanoso. Até agora, ele e sua equipe conseguiram fazer crescer a pele de mamute em um rato enxertado com células de elefante. Em breve, os resultados deverão ser publicados em trabalhos científicos.

ASSINE NOSSA NEWSLETTER SEMANAL

Futuro Exponencial é um site dedicado a cobrir os mais recentes avanços tecnológicos e seus potenciais impactos para o futuro da humanidade. Contate-nos: contato@futuroexponencial.com

Comentários no Facebook