Negócios

6 estudos sobre o futuro do trabalho que você não pode deixar de conhecer

“As máquinas destruirão milhões de empregos no futuro”, “A era dos robôs está chegando”, “Os robôs vão roubar o seu trabalho em menos de x anos”. Você provavelmente já deve ter visto alguma dessas manchetes ou alguma notícia apresentando estudos sobre o futuro do trabalho, não é mesmo?

Diariamente, somos bombardeados com notícias como essas nas mídias sociais, que fazem previsões quase apocalípticas sobre o futuro do trabalho. E como para nós, humanos, nada é mais importante do que sobreviver, toda essa informação é conduzida para uma antiga parte do lobo temporal: a amígdala.

A amídala é responsável por examinar todo tipo de informação à procura de algo que possa nos machucar. É ela que nos leva a prestar 10 vezes mais atenção em notícias negativas do que em positivas. É ela que liga nosso estado de alerta para matérias que podem colocar em perigo o nosso sustento ou de nossos filhos.

Não é novidade que estamos vivendo uma época de profundas mudanças. As novas tecnologias estão transformando a natureza do trabalho em diversos os setores e ocupações. Novas indústrias estão nascendo no mercado, enquanto as antigas práticas estão se tornando obsoletas, a um ritmo cada vez maior.

Mas o que realmente sabemos sobre o futuro do trabalho? Afinal, as máquinas eliminarão milhares de postos de trabalho nos próximos anos? Nossos empregos correm mesmo o risco de ser automatizados? O que revelam os principais estudos sobre o tema? E por que devemos conhecê-los?

Estudos sobre o futuro do mercado de trabalho

Existem dezenas de estudos sobre o futuro do trabalho. O MIT Technology Review recentemente elaborou uma lista detalhada elencando os principais. O problema é que muitos dos relatórios não são fáceis de ser acessados, ora porque não são disponibilizados ao público, ora porque custam centenas de dólares.

Para incentivar o olhar crítico, o Futuro Exponencial decidiu compilar hoje 6 importantes estudos (em inglês) sobre o futuro do trabalho, que foram elaborados por empresas e instituições internacionais e estão disponibilizados gratuitamente na Internet. Confira a seguir mais detalhes sobre cada um dos relatórios.

1. The future of employment: how susceptible are jobs to computerisation? (2013)

Desenvolvido por Carl Benedikt Frey e Michael A. Osborne, pesquisadores da Oxford University, no Reino Unido, o estudo analisa 702 profissões de acordo com sua probabilidade de automação/informatização, concluindo que cerca de 47% do emprego total nos Estados Unidos estaria ameaçada nas próximas décadas.

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2. The future of jobs: employment, skills and workforce strategy for the 4th Ind. Revolution (2016)

O estudo, elaborado pelo World Economic Forum, analisa as mudanças que ocorrerão no mercado de trabalho entre 2015 e 2020. O relatório sugere que serão criados em torno de 1,4 milhão de novos empregos até lá, e que 65% das crianças, no início da vida escolar, trabalharão em empregos que ainda não existem.

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3. The Risk of Automation for Jobs in OECD Countries (2016)

Produzido pela Organisation for Economic Co-operation and Development (OECD), o estudo conclui que a automação e a digitalização não são capazes de destruir um número significativo de empregos, e que apenas 9% dos empregos encontrados nos 21 países da OCDE serão automatizáveis.

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4. Managing automation employment, inequality and ethics in the digital age (2017)

Conduzido pela IPPR Commission on Economic Justice, o estudo conclui que o trabalho será transformado pela automação, e não eliminado, sugerindo que cerca de 60% das ocupações atuais têm pelo menos 30% de atividades que poderiam ser automatizadas. À medida que as tarefas são automatizadas, o trabalho será redefinido.

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5. Will robots steal our jobs? The potential impact of automation on the UK (2017)

O estudo, desenvolvido pela PricewaterhouseCoopers (PwC), sugere que até 30% dos empregos do Reino Unido estão ameaçados de automação até o início dos anos 2030. Os principais setores em risco são, respectivamente, transporte e armazenamento (56%), fabricação (46%) e atacado e varejo (44%).

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6. Jobs lost, jobs gained: workforce transitions in a time of automation (2017)

O relatório, elaborado pelo McKinsey Global Institute, avalia os tipos de trabalhos que poderão ser criados em diferentes cenários até 2030 e aqueles que correm risco de ser eliminados pela automação. O estudo conclui que 400 milhões a 800 milhões de empregos em todo o mundo poderão ser automatizados até 2030.

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Conhecer para não se alarmar

O que todos os estudos têm em comum? O fato de que nenhum deles parece estar na mesma página. As previsões dos especialistas variam de cenários otimistas a quadros devastadores, diferindo em dezenas de milhões de empregos, mesmo quando comparados sob prazos similares.

A verdade é que não temos ideia de quantos empregos serão realmente eliminados com a marcha do progresso tecnológico. E justamente por isso, não há motivo para se alarmar. Não há razão para deixarmos nossas amígdalas – nossos primeiros sensores de alerta – distorcer nossas perspectivas sobre o futuro.

O melhor talvez seja nos mantermos constantemente atualizados, vivenciarmos intensamente novas experiências, estudarmos diariamente novas disciplinas, aprendermos frequentemente novas habilidades para, quando o dia “D” chegar – se ele realmente chegar –, estarmos aptos a se adequar à nova realidade.

Afinal de contas, adaptação nunca foi problema para nós, seres humanos.

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Redação

Futuro Exponencial é um site que se dedica a cobrir os mais recentes avanços tecnológicos e seus potenciais impactos para o futuro da humanidade

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