Cultura

Estaria a China engolindo o mundo?

Estaria a China engolindo o mundo? Se você acompanha notícias relacionadas a futurismo, inovação e tecnologia, deve estar acostumado a ler e ouvir várias vezes ao dia a palavra “China”, certo?

É compreensível: o gigante asiático está se firmando cada vez mais como um dos protagonistas da atualidade e não dá sinais de que vai pisar no freio tão cedo.

O grande salto começou quando Deng Xiaoping (1904-1997), líder supremo da República Popular da China entre 1978 e 1990, liderou o movimento que deu origem à economia de mercado socialista (ou “Capitalismo de Estado”), em decorrência da morte de Mao Tsé-Tung.

De lá pra cá, o crescimento econômico da China, em comparação às demais potências mundiais, tem se mostrado algo assustador. Até 1980, a China tinha 90% de sua população vivendo em condições de extrema pobreza.

Estima-se que, em 2030, o país terá 1 bilhão de seus habitantes vivendo em áreas ambientalmente sustentáveis. Em 2050, espera-se, toda a sua população viverá em condições ambientais “ótimas”.

A preocupação ambiental com os índices alarmantes de poluição parece fazer parte desses planos: está sendo construída uma cidade inteiramente verde, florestal e 100% sustentável graças a um projeto que combina modernos edifícios residenciais com árvores naturais para reduzir a poluição do ar.

É a chamada Liuzhou Forest City, que acomodará até 30 mil habitantes em edifícios inteiramente cobertos por plantas, além de cerca de 40 mil árvores e 1 milhão de plantas de mais de 100 espécies, que reduzirão os ruídos das rodovias em prol da biodiversidade local.

No campo da exploração espacial, os chineses também estão dispostos a roubar a cena. Já tivemos a sonda Chang’e 4 chegando ao lado escuro da lua e plantando, com êxito, uma sementinha de algodão na superfície lunar. A meta, agora, é enviar a Marte um rover exploratório já em 2020.

No cenário econômico, então, nem se fala: Xi Jinping, secretário-geral do Partido Comunista da China (PCC), foi eleito pela Forbes como a pessoa mais poderosa do mundo em 2018. Mais até do que Donald Trump e Vladmir Putin. Ele lidera uma nação de 1,3 bilhões de habitantes (cerca de 20% de toda a população mundial) e o segundo maior PIB do mundo, estimado em US$ 19 trilhões (mais do que o dobro do Japão, 3º da lista).

Ou seja, não é de se admirar que macas como Xiaomi vêm desbancando iPhones e Samsungs na preferência dos consumidores, assim como a frase “made in China” cada vez mais comum em praticamente tudo que compramos. Isso sem falar em questões éticas e preocupantes como o caso de He Jiankui e a edição de embriões humanos.

O fato é que a China já vem chamando atenção há bastante tempo e fazendo por merecer o rótulo de “país do futuro”. Está abocanhando boa parte da fatia do mercado que os americanos sempre devoraram em segurança. E provavelmente não largará esse osso tão cedo.


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Bruno Seidel

É fã de super-heróis japoneses, quadrinista nas horas vagas e entusiasta de futurismo. É sócio-fundador do Zoonk (zoonk.org). Trabalha como profissional de Criação na Assessoria de Comunicação e Marketing da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc).

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