Cultura

A Era Exponencial e sua influência na sociedade

A Era Exponencial e sua influência na sociedade. O termo exponencial na era digital significa escala de resultado com o uso do mesmo ou de menos recurso que o habitual. Com base na Lei de Moore, que descobriu que um mesmo recurso é capaz de produzir o dobro do resultado em um período determinado, tecnologias e empresas exponenciais são as que produzem mais com menos recurso.

Era exponencial

A era exponencial, anunciada na Quarta Revolução Industrial, propõe como fase inicial a digitalização do mundo, e tem como principal característica a ruptura dos modelos que conhecemos no mundo tradicional, e dá espaço para que possamos conhecer disciplinas como Futurismo, globalmente conhecido como Foresight, que estuda de maneira pragmática os sinais dos futuros e as Mega Tendências de transformação da sociedade e dos negócios.

No momento, a Transformação Digital desafia todas as empresas, e as forças de mudança e as tecnologias exponenciais imprimem uma velocidade de mudança nunca percebida antes.

Muitos falam apenas de tecnologia, de propósito, de inovação, sem um olhar mais apurado e ampliado sobre as forças de mudança deste momento.

Por que o mundo está em mutação?

Acredito na jornada evolutiva de nossa espécie e de nosso mundo. Frente aos alertas globais, o mundo que construímos ruiu. O planeta não suporta mais o modo de vida humana.

Entre as forças de mudança, está a explosão demográfica. Seremos 10 bilhões de pessoas em um curto espaço de tempo. Isso exige que tudo seja diferente a partir de agora. Nossa forma de produzir, distribuir e consumir não é viável para o mundo futuro.

A segunda força é a conectividade do planeta e a combinatoriedade das tecnologias, o que possibilita soluções impossíveis para a capacidade humana.

No aspecto econômico, temos forças coletivas como crowdfunding para viabilizar projetos sociais, novos investidores que praticam o give back: reinvestem na sociedade o que ela investiu em suas empresas.

Como podemos ver a era exponencial, não é caracterizada apenas pela tecnologia. Para sair dessa visão limitada, precisamos contemplar o que está acontece no planeta nos aspectos social, ambiental, político, econômico e tecnológico, para que possamos compreender as mudanças e tomar decisões estratégicas de médio e longo prazo.

O que podemos esperar para o mundo nos próximos anos?

Nos próximos 20 ou 25 anos as mudanças globais serão transformacionais. A digitalização do mundo é apenas a primeira etapa. Ao fim desse período, é possível que o novo mundo esteja instalado, e homem e máquina poderão conviver em harmonia.

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O que podemos esperar para o mundo nos próximos anos? (Crédito: Adobe Stock)

O mundo tende a ser híbrido, onde virtual e o presencial coexistem. Neste tempo, talvez nós tenhamos menos pobreza, maior longevidade, menos lixo, menos doenças e problemas sociais, que hoje tornam o mundo impraticável no sentido ético e sustentável.

Em 2019 o assunto será a era Pós-Digital. Os negócios mudaram rapidamente. Novos modelos surgem a cada dia. A sociedade já mostra alterações no perfil de consumo e a pós gestão já é uma realidade. Um caminho sem volta. (Leia também o artigo 2019, um possível recomeço)

O desafio da liderança na era digital

Entre tantos desafios, um dos maiores é a tomada de decisão para a manutenção do presente e a criação do futuro desejado.

Muitos optam por testes avulsos ou atalhos incompletos, não pela criação de estratégias robustas de médio e longo prazo, que promovam um futuro sustentável para os negócios. A maioria ainda vive em seu dia a dia uma realidade analógica, e talvez nem acredite tanto que as mudanças serão tão radicais.

Quem não convive com o digital não está alfabetizado ainda para o novo idioma dos negócios. Para criarmos futuros éticos, sustentáveis e moralmente possíveis, boas decisões precisam ser tomadas hoje,

Os líderes atuais ainda têm muito impregnado em seus modelos mentais o comando-controle. Temos posições cristalizadas insistindo nas fórmulas obsoletas do mundo. Talvez a média gerencia esteja mais pronta para o futuro emergente do que a que a alta gerência, que nos cases que estudei é uma das grandes barreiras da inovação.

Outro desafio é transformar os gestores nestes novos líderes que influenciam a mudança, agem com paixão, criam negócios com propósito e engajam pessoas promovendo o crescimento coletivo.

Liderar deixou de ser controlar e passou a ser influenciar positivamente as mudanças. O líder não precisa mais saber sobre tudo. O líder precisa saber fazer a equipe trabalhar em conjunto de forma que cada um se autorregule e seja capaz de trabalhar pelo objetivo proposto.

Como um gestor pode se transformar em um líder do futuro?

Essa resposta é muito complexa, já que não existe uma única medida ou uma lista padrão de medidas. Os profissionais e as empresas têm caminhos similares com focos diferentes.

As empresas precisam olhar para fora, entender o que a sociedade deseja, o que os novos modelos de negócio propõe e porque são tão competitivos. Elas precisam manter o que existe de melhor em seus negócios, inovar de maneira sustentável e começar a pensar em novos mercados, em ideias criativas e pouco pensadas até agora.

O poder mudou de mãos: está com a sociedade que usa da Inteligência Coletiva para abraçar ou dispensar negócios de forma abrupta.

O futuro não é de empregos e sim de oportunidades de trabalho para todo mundo. Empresas precisam mudar seus modelos, suas formas de fazer negócio, transformar a visão de curto prazo para médio e longo prazo, e abandonar processos internos que satisfazem gestores e não atendem o cliente com agilidade. O negócio não pode mais servir diretores ou acionistas e sim à sociedade. (Leia também o artigo O Impacto da Inteligência Artificial nas profissões do futuro)

Em paralelo, temos os profissionais, que precisam olhar cada vez mais para dentro para encontrar sua identidade social e profissional, descobrir seu papel na sociedade e no mundo. Só que for autêntico, generoso, criativo, centrado, respeitoso e capaz de transformar terá destaque nos próximos anos. Os profissionais do futuro são polímatas: pessoas de conhecimento transversal que não possuem uma única especialidade.

Os impactos da era exponencial nos negócios

Os negócios tradicionais, de modelo hierárquico padrão tendem a se extinguir ou reduzir a sua participação no mercado. As startups e as empresas digitais são as grandes agentes de mudança de nossa época, e devem se transformar no novo grupo de empresas principais do mercado futuro.

As empresas exponenciais são criadas sabendo que há um tempo de existência, e são imbatíveis porque que escalam rapidamente e têm grande valor de mercado.

Surgem também empresas com modelo distribuído, sem dono, onde um starter lança uma ideia e chama players para abraçar e construir o negócio. É um modelo colaborativo, Hyperloop por exemplo.

E o modelo de vanguarda é o das “TransEmpresas”, que são empresas e instituições trabalham em rede, de forma integrada, em colaboração, para um mesmo objetivo, com estrutura provisória ou virtual. (leia também o artigo O Futuro dos Negócios)

O futuro da educação corporativa

É essencial, sem dúvida, desde que mudemos o formato radicalmente e possamos promover o autodesenvolvimento. Os temas abordados até agora na escola de administração já estão ultrapassados e precisam ser revistos.

Hoje falamos em Blended Learning, que significa o aprendizado virtual e presencial intercalado, e em Community Learning, que é um aprendizado em conjunto, comunitário.

O conhecimento não é mais diferencial, o conteúdo está disponível e isso cria uma dinâmica completamente diferente. Os RHs e as escolas de educação corporativas já estão se adaptando para essa nova necessidade do mercado.

As empresas precisam parar de investir em treinamentos que preparam para o passado e não comprovam eficácia e começar a olhar para a educação para o futuro.

Na W Futurismo temos um canal de alfabetização para o futuro nesses novos formatos, com experiências de aprendizado corporativos voltados para desenvolver futuros nas empresas, através da transformação dos líderes e da força de trabalho.

A era exponencial e os pensadores do futuro

Ser digital não tem a ver com uso da tecnologia e sim com um novo mindset.

Seremos pensadores do futuro, que têm à disposição inúmeras metodologias para construir na prática os futuros possíveis e preferíveis para as empresas e para a nova sociedade.


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Jaqueline Weigel

Futurista, Humanista, Estrategista de Inovação, Instrutora de Liderança Exponencial e CEO da W Futurismo.

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