Tecnologia

Dubai coloca em ação primeiro robô policial do mundo

Conhecida por suas obras grandiosas e complexos futuristas de forte apelo turístico, Dubai surpreendeu a todos ao lançar, recentemente, um avançado robô para integrar sua força policial.

O primeiro robô policial do mundo

Projetado pela Pal Robotics, o “Robocop” é capaz de fornecer vídeos para uma central de comando, registrar os crimes notificados pelos populares, autuar multas, fazer reconhecimento facial e até mesmo se comunicar em nove idiomas diferentes. O robô marca o início de uma fase da integração de máquinas na força policial da cidade.

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O robô marca o início de nova era para a força policial de Dubai

Segundo Khalid Nasser Alrazooqi, Diretor-Geral do Departamento de Serviços Inteligentes da Polícia de Dubai, a ideia é que o robô atue primeiro como recepcionista nas estações de polícia. Esse período inicial servirá para testar a máquina e corrigir eventuais falhas operacionais.

Superados todos os problemas após essa fase inicial, a máquina poderá funcionar normalmente como um policial. A expectativa de Dubai é produzir robôs suficientes para compor 25% de sua força policial até 2030.

Problemas éticos e legais

Uma das principais preocupações envolvidas no projeto diz respeito à responsabilidade do robô em caso de erro. Se o “Robocop” tomar uma decisão errada, ele será responsabilizado? Se a máquina prender alguém indevidamente, o que acontece? Ela será punido? É possível puni-la? Caso o robô seja punido, de que forma isso ocorreria? Quem poderia responsabilizá-lo?

Para Alan Winfield, professor de ética robótica da University of West England, não é possível responsabilizar a máquina pelos erros eventualmente cometidos:

É claro que, quando os humanos cometem erros, eles são responsabilizados. O problema é que você não pode fazer uma máquina responsável por seus erros. Como iria você puni-la? Como você sanciona isso? Você não pode. – Alan Winfield

Na visão de Chrissie Lightfoot, CEO do Robot Lawyer LISA, se um robô cometeu um erro, a culpa deverá cair sobre as pessoas envolvidos no projeto, tais como o fabricante, o programador, o proprietário e o operador. Seriam essas pessoas que responderiam pelos excessos cometidos pela máquina. Mas, ao mesmo tempo, indaga:

As empresas de seguros estarão felizes em garantir esses cenários no futuro? – Chrissie Lightfoot

A iniciativa de Dubai ainda dará espaço para muitas discussões. De todo modo, é inegável que robôs policiais não são mais produtos de ficção científica e aos poucos estão se tornando uma realidade.

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Redação

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