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Negócios

Disrupte-se!

Você é disruptor, disruptado ou nenhum deles?

Disrupte-se! Em 1995, Clayton Christensen publicou um artigo chamado Disruptive Technologies: Catching the Wave, apresentando o conceito de Disrupção Tecnológica. Mas, afinal, o que é disrupção e o que isso tem a ver comigo ou com você?

Compreendendo a disrupção

Disrupção ou disruptura é uma palavra muito comum entre futuristas e empreendedores modernos. Tem a ver com romper e fazer algo de um jeito novo. Percebo aos poucos que mudar ou adaptar não é o suficiente para os próximos anos. Precisamos nos disruptar.

Inovação disruptiva em negócios é criar um produto ou serviço que surpreenda o mercado existente com algo que ele não espere, primeiro para chamar atenção de um diferente tipo de cliente, depois para oferecer um preço mais baixo em um mercado que já está consolidado.

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Precisamos nos disruptar (Crédito: Shutterstock)

Whitney Johnson diz que esta teoria de negócios também é aplicável a indivíduos. Veja algumas dicas de por onde começar:

  • Crie caminhos inesperados;
  • Construa uma trilha disruptiva;
  • Ouse inovar;
  • Faça algo incrível;
  • Disrupte a você mesmo, saia do seu padrão e dos vícios rotineiros.

Pense “fora da caixa”

Disrupção é um processo, requer um modelo diferente. Nos negócios dividimos em inovação sustentada e disruptiva. Na vida pessoal, talvez seja o que chamamos de padrão ou “fora da caixa”.

Sempre fui “fora da caixa” e confesso que sofri muito preconceito ao longo dos anos. Há vários tipos de preconceitos que limitam nossa existência e nossa experiência. O que antes era meu fator limitante, hoje é um valor. Sofro menos nesta era digital do que quem se construiu na caixa padrão.

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Sempre fui “fora da caixa” e confesso que sofri muito preconceito ao longo dos anos (Crédito: Shutterstock)

Na carreira atual e futura, teremos mais de uma “encarnação”, mais de um trabalho e inúmeras habilidades em progresso o tempo todo. Não se precipite: não seremos “faz tudo” ou “faz nada direito”, e sim generalistas ou coringas profissionais, que sabem mais de algumas coisas mas aprendem o que lhes é demandado no momento.

Isto, por si só, já é uma disruptura do modelo padrão que criamos.

Não precisamos mais seguir carreiras corporativas tradicionais. Estamos livres para SER quem quisermos SER, na forma que desejamos, e livres para abraçar mudanças a cada ciclo diferente da vida.

Isto me parece mais evolutivo e interessante do que fazer o mesmo trabalho durante 50 anos, que comprovadamente limita e atrofia habilidades humanas.

Se a disruptura beneficia empresas e mercado, porque não beneficiaria pessoas como eu e você? A disrupção também pode nos ajudar a criar uma carreira de sucesso. É a única maneira de evitar um plateau na carreira, diz Whitney Johnson, expert no assunto.

Como disruptar a si mesmo?

Um das chaves da inovação disruptiva é tornar serviços ou produtos mais baratos. Clientes não compram produtos, contratam algo para satisfazer suas necessidades. Disruptores olham para necessidades ou para coisas fora da organização que não estão sendo atendidas.

A ideia se parece com a estratégia do oceano azul: brincar em mercados onde outros não estão jogando. Profissionais com esta capacidade são escassos e serão disputados pelo mercado de negócios.

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Disruptores olham para necessidades que não estão sendo atendidas (Crédito: Shutterstock)

Aceitarão desafios mas negociarão flexibilidade no trabalho mesmo com companhias tradicionais ligadas a confinamento corporativo e exclusividade.

Disrupte-se!

Identifique suas forças disruptivas. Não pense apenas no que você faz bem e sim no que você poderia fazer melhor que a maioria das pessoas sequer pensa em fazer. Falhar ao tentar é melhor do competir com o que já existe. Compre esta ideia.

Empresas estão com dificuldade de lidar com a inovação e os profissionais ainda não se deram conta de que também terão que disruptar para ter um lugar no mercado de trabalho futuro.

Bons disruptores têm objetivos, estratégias, coletam feedback constante, analisam dados e métricas e fazem ajustes o tempo todo. Uma das maiores habilidades é a coragem e a prontidão para correr riscos e errar. Não temos como ver o fim antes do começo. Em todas as jornadas é preciso arriscar, testar. É o único caminho.

Identificar disruptores é fácil. Eles são ingênuos, corajosos, adoram a mudança, apreciam, testes, riscos e encaram erros como aprendizado.

No mercado do futuro, não muito distante, temos dois tipos de profissionais os disruptores ou os disruptados. Já em 2020, as empresas se dividirão em presas e predadores, e sem dúvida, disruptores terão um lugar especial em todos os projetos interessantes do planeta. Onde você estará em 2020?


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Especialista em desenvolvimento estratégico de liderança. Coach para C-Suite PCC/ICF. Pesquisadora de Futurismo e Empresas Exponenciais. Estrategista na construção de novas culturas corporativas. Diretora da W Aceleradora de Transformação de Negócios.

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