disrupção
Negócios

A disrupção não é assunto do presente

Já foi do passado e seguirá sendo do futuro

Dias desses estava junto a um grupo de colegas planejando algumas formas de inserir mais tecnologia em nossos processos e, em determinando ponto da conversa, falamos que esse era um momento de promover a disrupção de nossas idéias atuais. Disrupção?

Não há dúvida que o termo disrupção (ou disruptura) vem sendo cada vez mais usado em nosso vocabulário e independentemente dos tipos de discussão, seja envolvendo o mundo dos negócios, os métodos ou meios de educação, ou tantas outras áreas que você possa estar lembrando agora.

Em minha opinião, tenho certeza de que o uso deste termo não será um simples “modismo” em nossas discussões, mas acredito que seu significado deverá nos acompanhar ainda por muitos e muitos anos. E uso os parágrafos abaixo para tentar justificar essa minha posição.

Disrupção, disruptura… afinal, o que significa?

Proponho inicialmente que tratemos de saber qual o significado da palavra. Disruptura não é nada mais do que uma ruptura, ou um rompimento de algo que estejamos usando ou aplicando normalmente. Claro que subitamente poderemos resgatar mais algumas definições, contudo, estas já são suficientes.

Neste instante, de posse do conhecimento da expressão, imediatamente recordo-me de algumas aulas do meu curso de Administração, quando, em discussões calorosas com outros colegas – e por vezes até com professores – falamos das dificuldades que poderiam ocorrer quando formas mais modernas de passagem de conhecimento fossem viáveis.

Na visão de muitos, aulas mais interativas e que transpusessem a área do “campus” eram uma grande ilusão, pois o aprendizado em algum momento não poderia acompanhar o tanto de modernidade planejada e idealizada em meios aos anos 90.

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Disruptura é o rompimento de algo que estejamos usando ou aplicando normalmente (Crédito: Shutterstock)

Pois bem, o tempo passou. Rompemos com alguns paradigmas, e agora já é totalmente viável a participação em aulas ou cursos dos mais diferentes níveis (técnicos, graduação, mestrado, doutorado), enfim, utilizando plataformas digitais, e com o mesmo grau de performance e aprendizado que se estivéssemos frente a frente com os mestres.

E o mais interessante disso tudo é que, prepare-se: muito mais ainda virá. E você sabe por quê? Por que continuaremos “disruptando”, promovendo mudanças importantes que certamente farão com que no futuro existam ainda mais métodos para nos qualificarmos.

O futuro do mercado de trabalho

E para ampliar ainda mais essa reflexão, vamos pensar rapidamente sobre outros aspectos em que visualizamos e participamos ativamente das tais rupturas. Tratemos de analisar o mercado de trabalho, onde estão as oportunidades para que possamos desenvolver as nossas carreiras.

Lembro-me que em minha escolha por um curso técnico, optei por algo mais tradicional – a área de mecânica industrial – por saber que com essa formação logo me colocaria em alguma empresa. Sinceramente, também pesou o fato de a oferta por áreas como robótica e ciências da computação ser muito pequena.

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Há o rompimento de algumas ideias de formatação de cargos e posições nas organizações (Crédito: Shutterstock)

Devido às demandas latentes por processos mais produtivos e de menor custo, tivemos o rompimento de algumas ideias de formatação de cargos e posições nas organizações, fazendo com que o uso de tecnologia fosse quase que uma imposição para sobrevivência para algumas delas.

Com isso, a oferta nestas áreas pode ser considerada hoje extremamente alta, e o aproveitamento de bons profissionais se torna exponencial.

Disruptura e inovação

Podemos falar ainda sobre disruptura vinculada a outro aspecto chave de nosso cotidiano: a inovação. Perceba em sua volta quanto a inovação está interferindo em nossas vidas, com novos produtos que por vezes nos fazem acreditar que, muito em breve, a figura do ser humano talvez não seja mais necessária.

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A disrupção está muito vinculada à inovação (Crédito: Shutterstock)

Se lermos um pouco sobre a Internet das Coisas, será muito fácil de chegar a uma conclusão com essa.

Pense em tudo isso que foi citado: se em determinado momento não houvessem indagações, se os modelos existentes de ensino, de trabalho (ou emprego), de produtos, não tivessem passado por transformações.

Estaríamos provavelmente vivendo de forma isolada, sem competitividade, e porque, não dizer, completamente alienados. Acredito que agora você esteja pensando e entendendo ainda mais porque disruptura ou disrupção já nos acompanham a muito tempo.

Porém, não esqueça, e penso que isso seja um ponto de grande relevância: ainda seguirão nos acompanhando no futuro, pois é impossível imaginarmos que muitas das ideias e conceitos de hoje servirão para o amanhã.

E é neste momento que deveremos mostrar nossa capacidade de romper com o presente e buscar constantemente o novo. Eu farei isso!

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Fanático por leitura, Administrador de empresa e Especialista em logística e operações.

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