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Negócios

Depósitos automatizados vão acabar com nossos empregos no futuro?

Conheça os planos ambiciosos da empresa britânica Ocado

Nos dias de hoje, sempre que concluímos uma compra nos maiores portais de comércio online, iniciamos uma cadeia de eventos desde os depósitos até a efetiva entrega das compras em nossas residências. Embora computadores e algoritmos estejam envolvidos no processo, a maioria esmagadora de ações ainda é humana.

São humanos que organizam os depósitos de produtos. São humanos que coletam os itens armazenados. São humanos que acomodam os produtos em embalagens. São, por fim, humanos que entregam as mercadorias até nossas portas. No entanto, este cenário está prestes a mudar.

Depósitos automatizados

Agora, a revendedora de compras online britânica Ocado construiu um depósito automatizado equipado com robôs inteligentes. A instalação, sediada em Hampshire (Inglaterra), contém mais de 50 mil produtos de mercearia organizados em caixas, que são manipuladas por mais de 1.000 máquinas.

Desenvolvidos pela empresa robótica britânica Tharsus, os robôs são equipados com inteligência artificial e podem realizar 4 milhões de cálculos por segundo. As máquinas retangulares são ainda capazes de percorrer uma velocidade de até 4 metros por segundo, o que equivale a mais de 14 km por hora:

Antes de implementar o armazém automatizado, a Ocado costumava levar em torno de duas horas para reunir um pedido de 50 itens, incluindo carnes e produtos lácteos. Hoje, graças ao time de robôs inteligentes, a empresa consegue atender a mesma ordem em apenas cinco minutos.

Embora a instalação de Hampshire seja um passo importante para a automação de compras de supermercado online, a empresa britânica Ocado ainda emprega 200 pessoas para realizar tarefas que os robôs ainda não são capazes, tais como a embalagem de mercadorias.

Robôs delicados

Apesar de todos os avanços, as máquinas ainda são conseguem lidar com itens macios, como frutas, sem danificá-los. Tais dificuldades levaram a empresa a desenvolver um projeto conjunto com a Technische Universität Berlin (TUB) com a finalidade de fabricar robôs capazes de manipulação suave.

A iniciativa, chamada Soft Manipulation (SOMA), vem apresentando surpreendentes avanços. Em janeiro de 2017, a Ocado anunciou o RBO Hand 2, um braço robótico que combina materiais flexíveis de borracha e ar pressurizado para criar uma pinça altamente versátil:

Carros autônomos

Embora seja possível que todos os pedidos online sejam processados, organizados e até embalados nos depósitos inteiramente por robôs nos próximos anos, a entrega seria feita por humanos, não é mesmo? Bem, não é o que pensa a Ocado.

A empresa recentemente celebrou uma parceria Oxbotica, com sede em Oxford, com o objetivo de organizar a primeira entrega de mantimentos sem motorista do Reino Unido. Denominada CargoPod, a van de autocondução elétrica distribuiu mercadorias gratuitamente a moradores locais.

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A van de autocondução elétrica distribuiu mercadorias gratuitamente a moradores locais (Crédito: Ocado)

O design do CargoPod foi projetado com oito compartimentos, sendo cada um deles destinado a um cliente. Para destravar o compartimento, o cliente precisa apenas pressionar o botão central. A van percorreu a parte sudeste de Londres durante duas semanas, entregando com sucesso mantimentos aos habitantes.

O fim dos empregos?

À medida que a automação continua a crescer no comércio online, é inegável que eventualmente alguns empregos serão eliminados. Um estudo conduzido na Oxford Martin School aponta que 80% dos empregos nos setores de varejo, logística e transporte correm o risco de ser automatizados.

Já um relatório do World Economic Forum prevê que 5 milhões de postos de trabalho em todo o mundo serão eliminados até 2020. Segundo a pesquisa, a ascensão da inteligência artificial, robótica e nanotecnologia, com a consequente automação de diversas atividades, tornaria os humanos dispensáveis.

Mas este cenário talvez não seja de todo ruim. Afinal, os robôs assumiriam os trabalhos repetitivos e monótonos que os humanos não querem realizar. Poderia ser finalmente o momento, como escreveu nosso colunista Bruno Seidel, de termos “mais liberdade, direito e oportunidade para sermos quem sonhamos ser”.

Ao que tudo indica, a automação eliminará muitos empregos no futuro. Mas, ao mesmo tempo, poderá ser a grande oportunidade para que nós, enquanto seres humanos, consigamos finalmente nos (re)descobrir. E, por que não, encontrar finalmente o emprego de nossos sonhos.

Ou, simplesmente, aquilo que tanto nos motiva a viver.

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