Ciência

Cirurgia cerebral 3D começa a ser realizada nos Estados Unidos

Cirurgiões norte-americanos estão agora usando videomicroscópios para operar cérebros de pacientes. Os novos dispositivos projetam imagens digitais 3D ampliadas e de alta resolução em uma tela, permitindo que todos na sala de cirurgia acompanhem o progresso da operação em tempo real.

Neste mês, uma equipe cirúrgica liderada pelo Dr. David Langer, no Lenox Hill Hospital (EUA), operou as artérias cerebrais de Anita Roy usando a nova tecnologia. O procedimento foi projetado em um monitor de 55 polegadas e saía da tela tão vividamente que alguns observadores sentiram vontade de sair da sala.

Cirurgia cerebral 3D

Com um videomicroscópio, todos na sala de cirurgia conseguem ver exatamente o que o cirurgião está enxergando. O dispositivo transforma a neurocirurgia em uma expedição imersiva do cérebro humano, capturando “o brilho e a beleza da anatomia neurocirúrgica” em seus mínimos detalhes.

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Só para ilustrar: cirurgiões observam a operação da paciente Anita Roy (Crédito: The New York Times)

Enquanto os microscópios tradicionais são enormes, os novos equipamentos são menores, mais leves e oferecem melhor iluminação. Os dispositivos podem também ser facilmente posicionados, de modo a mostrar fragmentos anatômicos que os cirurgiões normalmente precisavam dobrar seus pescoços para enxergar.

Procedimentos neurocirúrgicos

Os procedimentos neurocirúrgicos são complexos e costumam levar muitas horas. Em resumo, à medida que o tempo passa, o desconforto se transforma em dor. Dores crônicas no pescoço e nas costas são queixas comuns de neurocirurgiões. O novo dispositivo poderia acabar de vez com estes desconfortos.

Não tenho dúvidas de que isso será valioso. – David J. Langer

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Em síntese, videomicroscópios poderiam acabar com os desconfortos dos neurocirurgiões (Crédito: The New York Times)

Orbeye

Só para ilustrar: o dispositivo da Lenox Hill é chamado Orbeye. Fabricada pela Somed e comercializado pela Olympus, a nova tecnologia foi recentemente testada por outros centros médicos nos Estados Unidos, e tem potencial para mudar a forma como muitas operações do cérebro e da coluna são realizadas e ensinadas.

Em síntese, Lenox Hill é o primeiro hospital nos Estados Unidos a adquirir o Orbeye. Embora significativo, o investimento foi recompensado com o sucesso do procedimento. Após 6 horas, a cirurgia de Anita Roy foi concluída. A paciente, movendo os braços e as pernas, retribuiu com um sorriso sonolento.

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Só para ilustrar: o dispositivo da Lenox Hill é chamado Orbeye (Crédito: Orbeye)

Para o chefe de neurocirurgia do Massachusetts General Hospital, Bob Carter, usar o Orbeye durante o procedimento foi como ter os “olhos do Super-Homem”. Embora o hospital esteja avaliando outros dispositivos similares, Carter reconheceu que essa tecnologia é, sem dúvida, “o caminho do futuro”.

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Redação

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