100 anos
Cultura

Como serão as cidades daqui a 100 anos?

Recente relatório da Samsung apresenta um olhar sério sobre a topografia do futuro

Prever o futuro tem sido um dos passatempos favoritos da humanidade. Ao longo dos últimos 100 anos, muitos estudiosos, pesquisadores e entusiastas se arriscaram a predizer como seria o amanhã de nossas cidades. A arte, a ciência e a literatura nos fornecem exemplos de profecias registradas durante o século 20.

No livro Metropolis (1927), por exemplo, Fritz Lang imaginou um futuro repleto de cidades com arranha-céus e rodovias com várias camadas. Já na obra The Shape of Things to Come (1933), H.G. Wells idealizou um futuro com helicópteros, projeções holográficas, telas de LCD e celulares de pulso.

Em uma entrevista na AT&T-MIT Conference (1976), o escritor Arthur C. Clarke imaginou um futuro com um sistema de comunicação similar ao que temos hoje, com a possibilidade de nos comunicarmos à distância com amigos e parentes, por meio de uma interface gráfica que enviaria mensagens de texto, imagens e fotos.

No livro The Age of Intelligent Machines (1988), o inventor Ray Kurzweil escreveu uma série de projeções para os anos vindouros, tendo acertado, dentre outros fatos, a queda da União Soviética, a vitória de um campeonato mundial de xadrez por um computador e o surgimento da World Wide Web.

Inspirada em muitos desses insights, a Samsung lançou recentemente o SmartThings Future Living Report. Elaborado por um grupo de arquitetos, acadêmicos e cientistas britânicos, o relatório apresenta um olhar sobre o futuro de nossas cidades e sugere que a vida humana mudará completamente no próximo século.

Embora seja uma extrapolação das tendências tecnológicas atuais – como não poderia deixar de ser, por se tratar de previsão sobre tempos que ainda não chegaram –, o relatório idealiza o futuro calcado nas realidades científicas, ou seja, de forma mais contida e menos extravagante do que a maioria das projeções.

Um olhar sério sobre a topografia do futuro

De acordo com o relatório, o crescimento das populações e a diminuição dos recursos naturais, aliados aos avanços tecnológicos, transformarão completamente as cidades nos próximos 100 anos. Viveremos em cidades e espaços pessoais adaptáveis, que poderão ser facilmente reconfigurados para atender nossos gostos, humores e caprichos.

Casas inteligentes totalmente programáveis poderão ser controladas remotamente e fornecer feedback aos seus proprietários por meio de aplicativos. Nossas casas poderão detectar a presença de pessoas, animais de estimação, fumaça, umidade, iluminação e umidade.

Os móveis serão também adaptáveis, moldando-se aos nossos corpos, respondendo às mudanças na postura ou desaparecendo completamente quando não mais necessários. Essas inovações ajudariam a monitorar melhor os hábitos de parentes idosos, ajudando-os a obter maior independência e maior qualidade de vida.

Ainda segundo o estudo, materiais de construção avançados nos permitirão construir cidades maciças e deslumbrantes. Cabos de aço serão substituídos por nanotubos de diamante, proporcionando uma resistência de até 100 vezes maior, nos permitindo construir edifícios gigantescos:

100 anos sky

Se os arranha-céus já são uma realidade hoje, nos próximo 100 anos teremos “arranha-terras” (o neologismo realmente não soa tão bem…) projetados digitalmente e fabricados com impressoras 3D. Os espaços de vida no futuro serão tão flexíveis e ágeis que seremos capazes de construir habitações embaixo da terra:

100 anos earth

Para o relatório, as cidades serão gigantes, autônomas e também submarinas. Com uma atmosfera respirável, as “bolhas” subaquáticas seriam capazes de produzir, armazenar e reutilizar sua própria energia. A comida seria projetada e programada internamente, principalmente por meio de impressoras 3D:

100 anos water

Com os esforços da NASA e de empresas privadas na corrida espacial (como SpaceX e Blue Origin), nos próximos 100 anos tanto a Lua quanto Marte provavelmente estarão colonizadas. E a humanidade será, definitivamente, uma espécie multiplanetária:

100 anos space

As cidades daqui a 100 anos

Daqui a 100 anos nossas casas serão, em quase todos os aspectos, organismos artificiais adaptáveis. Segundo o relatório, viveremos em casas que estarão praticamente vivas. Muitos de nós não estaremos vivos até lá para conferir se as previsões da Samsung se concretizarão. Mas… e se estivermos?

É bem verdade que no mundo em que vivemos a única coisa que não muda é que tudo muda. É igualmente verdade que no universo em que estamos compreendidos a única certeza é a incerteza.

De todo modo, se concretizando ou não as projeções da Samsung, é inegável que o relatório nos transporta brevemente para o amanhã, nos levando a imaginar, ainda que por rápidos instantes, como seria um futuro com casas inteligentes, cidades subaquáticas e colônias espaciais.

Seria, no mínimo, um futuro interessante, não é mesmo?

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