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Cultura

Empresa japonesa quer construir a primeira cidade submersa do planeta

O projeto, segundo a estimativa da Shimizu Corporation, deverá ser concluído até 2030

O tempo de vida habitável na Terra vem sendo objeto de estudo dos cientistas há muitos anos. Embora os estudos apontem que nosso planeta tem milhares de séculos pela frente, há uma preocupação iminente que tem tirado o sono de muitos pesquisadores: o aumento anual do nível do mar (e suas possíveis consequências para a humanidade).

Um alerta ao planeta Terra

Uma recente pesquisa conduzida por Robert Kopp, professor adjunto do Departamento de Ciências da Terra da Universidade Rutgers, demonstrou que o nível dos oceanos está subindo em um ritmo assustador. A pesquisa mapeou a história do nível do mar desde o ano 800 a.C. e concluiu que o ritmo de elevação anual nunca foi tão alto.

Segundo o estudo, o aumento do nível do mar pode variar de 51cm (“melhor” cenário) a 1,3m (pior cenário) até 2100. Para fins práticos, a ilha de Manhattan (Nova York), que em boa parte fica na altura do mar, poderia desaparecer por completo com a virada do século.

Enquanto empresas como SpaceX e Blue Origin estão investindo seus esforços para descobrir como podemos garantir nossa sobrevivência em outros planetas, um grupo de arquitetos do outro lado do mundo está olhando um pouco mais para baixo – literalmente.

A primeira cidade submersa do planeta

A Shimizu Corporation, empresa japonesa de arquitetura e engenharia civil, pretende construir a primeira cidade submersa do planeta. O nome do projeto (Ocean Spiral), que mais parece ter saído de um filme de ficção científica, sugere exatamente o que a pretensão da empresa: construir espirais no oceano.

Para o líder do projeto, Masaki Takeuchi, uma cidade subaquática totalmente sustentável não apenas solucionaria o problema do aumento do nível dos oceanos, como ofereceria aos seres humanos a oportunidade de viver no “habitat mais ecológico da Terra”, uma vez que as espirais usariam 100% de energia renovável.

O design do projeto conectaria – verticalmente – o ar, a superfície do mar, o mar profundo e o fundo do mar:

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Crédito: Shimizu Corporation

A Ocean Spiral começaria com uma esfera flutuante construída a 500m abaixo do nível do mar, na costa de Tóquio:

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Crédito: Shimizu Corporation

Dentro da esfera seriam instalados escritórios, laboratórios, restaurantes e escolas, suportando uma capacidade máxima de 5.000 pessoas:

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Crédito: Shimizu Corporation

Considerando que a esfera precisaria de energia para se manter ativa, ela seria conectado a uma estrutura em espiral de 15km de comprimento com turbinas maciças em suas extremidades:

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Crédito: Shimizu Corporation

As turbinas, estacionadas no fundo do mar, teriam a função de extrair energia das ondas, marés e correntes para “alimentar” a esfera:

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Crédito: Shimizu Corporation

Segundo o líder do projeto, Masaki Takeuchi, o investimento para a construção da Ocean Spiral giraria em torno de US$ 26 bilhões. Embora muitos detalhes do projeto não tenham sido divulgados, a Shimizu Corporation estima que a cidade submersa deva ser concluída até 2030.

Agora é a hora de criar uma nova interface com o mar profundo, a fronteira final da Terra. – Masaki Takeuchi

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Redação do Futuro Exponencial

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