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Tecnologia

Cientistas descobriram uma maneira de recarregar smartphones com luz ambiente

A tecnologia envolve células solares finas, pequenas e flexíveis

O físico teórico Michio Kaku afirmou recentemente que um smartphone tem hoje mais capacidade de computação do que a NASA inteira quando colocou dois homens na Lua, em 1969. A frase, embora chocante à primeira vista, traduz exatamente o poder dos nossos smartphones atuais.

É inegável que estes pequenos objetos são muito mais do que “telefones”. Eles são verdadeiros computadores de bolso e se tornaram ferramentas essenciais em nosso cotidiano. Com eles, conseguimos monitorar nossa saúdeinteragir com nossos veículos e até entrar no mundo da realidade aumentada.

O lado não tão agradável é que todas as funcionalidades destes poderes computadores demandam muita energia. Enquanto a bateria dos primeiros telefones celulares chegava a durar por dias ou mesmo semanas, hoje um smartphone dificilmente consegue sobreviver 12 horas sem precisar de uma recarga.

Este cenário tem levado pesquisadores a buscar novas maneiras de manter os smartphones recarregados. Recentes iniciativas incluem alimentar os dispositivos através da transmissão de energia sem fio, caixas de alimentação wirelesscaptura da energia cinética dos movimentos do usuário.

Mas, agora, cientistas da Dracula Technologies desenvolveram um método para recarregar smartphones usando apenas a luz ambiente. A tecnologia, chamada LAYER (Light As Your Energetic Response), envolve células solares flexíveis que podem ser fabricadas com uma impressora de jato de tinta.

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A tecnologia envolve células solares finas, pequenas e flexíveis (Crédito: Dracula Technologies)

Recarregando smartphones com luz ambiente

Segundo o engenheiro de desenvolvimento Sadok Ben Dkhil, enquanto os painéis solares convencionais geralmente usam silício para capturar a luz solar, os painéis da Dracula são compostos por um plástico condutor exclusivo, que pode capturar energia tanto a luz solar quanto a luz artificial:

Nosso material pode capturar energia da luz interior, o que não é possível com o silício. – Sadok Ben Dkhil

As células são compostas por cinco camadas impressas uma sobre a outra. Uma camada fotoativa é intercalada entre duas folhas semicondutoras que ajudam uma tinta condutora na camada externa a extrair a carga. Um módulo quadrado, com 5 centímetros de diâmetro, pode ser impresso em cerca de uma hora:

As células solares projetadas pela Dracula podem ser adaptadas para uma ampla gama de usos. O usuário pode personalizá-las e modificar tanto a forma quanto a cor. Um painel pode ser integrado diretamente no smartphone, em estações de trabalho, em mochilas ou mesmo em peças de roupas.

Você pode imaginar imprimir em uma camiseta e usar isso para carregar seu telefone. – Sadok Ben Dkhil

O uso de impressão a jato de tinta permite que os painéis de captura de luz sejam produzidos a baixo custo. Como mais de 50 bilhões de objetos conectados são esperados para 2020, a empresa acredita que sua tecnologia poderá revolucionar a maneira como utilizamos nossos dispositivos.

Aplicações no mundo real

Os cientistas da Dracula Technologies estão agora pesquisando maneiras de reduzir o tempo que as células solares precisam para energizar os smartphones. Os painéis ainda não são capazes de extrair energia suficiente da luz artificial para recarregar os dispositivos em um prazo razoável.

Capturar energia a partir da luz artificial é um desafio, já que a intensidade é muito menor do que a luz solar. Mas os esforços da Dracula Technologies têm melhorado a um ritmo constante. A empresa francesa está confiante de que a tecnologia está quase pronta para aplicações do mundo real.

Em alguns meses, devemos ser capazes de carregar um smartphone. – Sadok Ben Dkhil

No futuro, a luz ambiente poderá ser tudo o que precisamos para carregar nossos smartphones.

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