Ciência

Empresa projeta cápsula espacial para levar turistas até a estratosfera

A maioria das pessoas acredita que o espaço sempre permanecerá sob o domínio de agências governamentais, empresas privadas ou mesmo empreendedores bilionários. Mas, para a Zero 2 Infinity, em poucos anos qualquer pessoa poderá conhecer mais o cosmos – dentro de uma cápsula espacial.

Com sede em Barcelona, na Espanha, a empresa de transporte espacial desenvolveu uma solução potencialmente sustentável para viagens espaciais no futuro. O projeto, chamado Bloon, consiste em um módulo pressurizado reutilizável que poderá levar os humanos até os limites do espaço sideral.

Embora tenha sido anunciada oficialmente em 2011, a iniciativa levou 6 anos para chegar à maturidade. Mas agora, com a criação de seu design final, Bloon poderá tornar o acesso ao espaço frequente, seguro e confiável para todos.

A primeira cápsula de turismo espacial da Europa

O módulo desenvolvido pela Zero 2 Infinity permite viagens entre 5 e 6 horas de duração, a uma altitude de até 36 quilômetros. A cápsula pode transportar 6 pessoas por vez (2 pilotos e 4 passageiros) e sobe aos céus com o auxílio de um balão inflável de hélio.

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Bloon sobe aos céus com o auxílio de um balão inflável de hélio (Crédito: Designboom)

A ideia por trás do projeto é oferecer uma experiência “quase espacial”. Isso porque, tecnicamente falando, a cápsula não chega a atingir o espaço sideral, permanecendo na estratosfera – a camada atmosférica compreendida entre 12 km e 50 km de altitude.

Porém, mesmo na estratosfera, os turistas desfrutariam de uma vista espetacular. As grandes janelas panorâmicas do Bloon permitiriam aos viajantes observar o espaço e a curvatura da Terra com riqueza de detalhes:

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A cápsula pode transportar até 6 pessoas por vez (Crédito: Designboom)

Por dentro do Bloon

A criação da “primeira cápsula de turismo espacial da Europa” contou com a participação da escola de design e engenharia ELISAVA, que direcionou seis estudantes para trabalhar no desenho do interior.

Para tornar a viagem o mais confortável e agradável possível, os estudantes permaneceram trancados durante 6 horas (tempo aproximado da viagem) em um espaço de 12 m² (dimensões aproximadas da cápsula Bloon).

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Bloon oferece uma experiência “quase espacial” (Crédito: Designboom)

A imersão, no entanto, foi fundamental para o projeto. Os designers da ELISAVA não apenas aprimoraram o design da cápsula com formas ergonômicas, mais iluminação e elementos audiovisuais, como conseguiram compreender as necessidades dos passageiros em futuras viagens:

O fechamento nesse espaço nos serviu para viver experiências fortes e para ver que gastar tanto tempo em um lugar sem nada para fazer é esmagador. Isso nos serviu para ver o que poderíamos incluir na nave para que o usuário não alcançasse essa situação. – Laura Homns (estudante da ELISAVA).

A Zero 2 Infinity pretende agora conduzir uma série de testes para corrigir eventuais erros e falhas no sistema. Se tudo correr bem, a experiência “quase espacial” poderá ser uma realidade a todos em menos de dois anos.

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Redação

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