Tecnologia

Americano se torna primeira pessoa a viver com uma prótese controlada pela mente

O norte-americano Johnny Matheny recentemente se tornou a primeira pessoa a viver com uma prótese controlada pela mente. O homem, que passou por uma série de cirurgias de reinervação muscular dirigida, terá a oportunidade única de testar todos os limites do novo membro proteico ao longo deste ano.

Desenvolvido no Laboratório de Física Aplicada Johns Hopkins, o braço foi entregue a Matheny em dezembro de 2017, em Port Richey, Flórida. A inovação recebeu um aporte generoso da Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa dos Estados Unidos (DARPA) nos últimos anos, no patamar de US$ 120 milhões.

A iniciativa faz parte do Revolutionizing Prosthetics, projeto destinado a desenvolver próteses controladas pelo cérebro para restaurar a função motora de pacientes. O programa está agora construindo membros proteicos a pessoas amputadas e espera ter mais pessoas interessados na tecnologia no futuro.

Uma nova oportunidade ao americano

Matheny, que teve seu braço esquerdo amputado durante um tratamento do câncer em 2005, será a primeira pessoa a viver com o braço proteico. Tecnicamente denominada Modular Prosthetic Limb (MPL), a prótese se difere dos braços robóticos construídos até hoje, cujo movimentos são bastante limitados.

O homem passou por meses de treinamento antes que pudesse realizar simples movimentos, como direcionar um copo de água até a boca. Embora não tenha sido fácil no começo, o norte-americano parece estar bastante contente com o resultado final e vislumbra infinitas possibilidades para o futuro:

Você não precisa pensar nada diferente. Funciona exatamente como seu braço natural. (…) Você agarra as coisas, (…) gira o pulso, dobra seu cotovelo. – Johnny Matheny

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Johnny Matheny testará o novo braço proteico ao longo de 2018 (Crédito: Quartz)

Como o braço proteico pertence ao programa Revolutionizing Prosthetics, Matheny terá, a princípio, de restituí-lo o ao Laboratório de Física Aplicada Johns Hopkins em 2019. Embora a devolução da prótese possa vir a ser frustrante, o desejo do norte-americano ultrapassa o campo meramente pessoal:

Eu quero ajudar tantas pessoas quanto puder. – Johnny Matheny

Se for bem-sucedido, o teste poderá revolucionar o futuro das próteses, ajudando pessoas amputadas a realizar seus movimentos novamente. Combinadas, a robótica e a inteligência artificial têm imenso potencial para melhorar as capacidades humanas de diversas maneiras, oferecendo infinitas possibilidades a todos.

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Redação

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