Inovação

Afinal, o que os futuristas realmente fazem?

O futurismo é campo de estudo multidisciplinar, que reúne estudantes, acadêmicos, profissionais da indústria, gestores de empresas de tecnologia, entusiastas e curiosos. Muitos deles se autointitulam futuristas.

Ao redor do mundo, existem diversas escolas de futurismo, cada qual orientada sob uma determinada perspectiva ou orientação ideológica. Em dezenas de universidades, o futurismo é ministrado em disciplina própria.

Muitas faculdades se dedicam a estudar o futuro. As pesquisas do futuro ou estudos do futuro se dividem em diversas modalidades. São exemplos: forecast(ing), foresight(ing) scenarios (no entanto, ainda há muita divergência nas nomenclaturas adotadas e, ao que parece, estamos longe de chegar a um consenso).

O futurismo começou a ganhar relevância no Brasil nos últimos anos, mas muitas pessoas não compreendem em que consiste esse campo de estudo. Afinal, o que os futuristas realmente fazem?

A atividade dos futuristas

Buscando entender um pouco mais sobre a atividade destes profissionais, o colunista de tecnologia Christopher Mims, do The Wall Street Journal, conversou com quatro experts de diferentes áreas:

futuristas Sheryl Connelly
Sheryl Connelly, futurista da Ford Motor Company
futuristas amy webb
Amy Webb, autora do livro The Signals Are Talking
futuristas scott smith
Scott Smith, criador do projeto How To Future
futuristas robert lempert
Robert Lempert, pesquisador da Rand Corporation

Em resumo, as conclusões a que chegou, após conversar com os profissionais, foram as seguintes:

1. Os futuristas não pensam muito sobre a mudança tecnológica no princípio

Primeiro, os futuristas estudam todos os demais fatores que impulsionam a mudança, analisando temas como distribuição da riqueza, educação, demografia, meio ambiente e meios de comunicação.

Para Mims, essa afirmação fez muito sentido, já que ninguém teria previsto a ascensão da Airbnb se concentrando apenas nas capacidades dos smartphones e da Internet.

2. Os futuristas desdenham aqueles que tentam prever o futuro

Nos círculos de debate dos futuristas, a tentativa de prever o futuro é vista como amadorismo. Prever crises financeiras, guerras e revoluções tecnológicas é impossível. Tudo pode acontecer no futuro.

Eventos podem rapidamente se sobrepor a outros, levando a efeitos de segunda e terceira ordem, isto é, implausíveis – até que aconteçam.

3. Os futuristas não preveem o futuro

O que os futuristas realmente fazem é avaliar tendências. É ler sinais, criticar implacavelmente as próprias suposições e apresentar cenários (futuros) hipotéticos.

Por meio desse processo altamente estruturado, que pode durar dias ou até meses, os futuristas apresentam o maior número de cenários a um grupo de pessoas (por exemplo, o Conselho Diretivo de uma empresa).

Isso facilitará o trabalho do grupo que, ao ter ciência dos cenários, poderá tomar decisões com maior eficiência e se preparar, em maior ou menor grau (conforme a necessidade), para aquilo que poderá acontecer.

4. Os futuristas estão convencidos de que todos precisam começar a pensar como eles

Em síntese, o futuro não deve ser tarefa apenas dos futuristas.

A arte e a ciência do futuro estão rapidamente se tornando uma habilidade necessária, sobretudo no momento atual, em que a incerteza político-econômica é influenciada diretamente pela mudança tecnológica exponencial.

Assim como qualquer um pode elaborar um orçamento ou pensar de forma crítica, qualquer um pode ser futurista. É uma habilidade que toda pessoa responsável por tomar decisões de longo alcance pode (e deve) adquirir.


Então, você tem alguma opinião diferente sobre o futurismo e a atividade dos futuristas?

Enfim, deixe seu comentário abaixo!

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Redação

Futuro Exponencial é um site que se dedica a cobrir os mais recentes avanços tecnológicos e seus potenciais impactos para o futuro da humanidade

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